Assassino de casal era desequilibrado, diz polícia

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Publicado terça-feira, 11 de novembro de 2003 as 12:53, por: cdb

O delegado responsável pela investigação do assassinato do casal de namorados Felipe e Liana, José Marques, disse que o menor acusado de matar os jovens “tem traços de psicopatia e desequilíbrio mental”.

De acordo com o delegado, o menor contou à polícia que inicialmente pensava apenas em roubar os jovens, mas mudou de idéia ao perceber que Liana Friedenbach tinha uma família rica e pensou em seqüestrá-la.

Para a Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), o depoimento do menor acusado foi confuso e desequilibrado. Sem saber explicar o motivo do crime, o menor teria dito, em depoimento, “deu alguma coisa na minha cabeça e matei”.

O casal tinha saído de casa há uma semana, escondido dos pais, para acampar numa área florestal do município de Embu-Guaçu, na Grande São Paulo. Hoje, a polícia encontrou o corpo dos jovens na mata da região.

O menor preso na região de Juquitiba, na Grande São Paulo, e confessou que matou Felipe Silva Caffé. O delegado Antônio Mestre Júnior informou que o jovem deu três nomes de pessoas que teriam participado do crime.

“Agora estamos diligenciando para comprovar a co-autoria e fazer a apreensão da arma de fogo utilizada em uma das mortes”, disse o delegado em entrevista ao telejornal Bom Dia Brasil. Segundo o rapaz que matou o casal, Felipe foi morto no sábado e Liana teria sido morta três dias depois. Ele não disse o motivo dos assassinatos.

A polícia informou que o corpo de Felipe foi encontrado em um penhasco de Embu-Guaçu. Ele foi morto com um tiro na nuca. Já Liana foi encontrada a aproximadamente dois quilômetros de onde estava o corpo do namorado. A adolescente morreu esfaqueada. Apesar da declaração do jovem preso, a polícia acredita, pelas condições dos corpos, que eles devem ter sido mortos há uma semana e provavelmente no mesmo dia.

Corpos das vítimas já estão com as famílias

O corpo de Liana será enterrado às 3 da tarde, no cemitério israelita do Butantã, na zona oeste da capital paulista. O corpo de Felipe foi localizado antes e também será sepultado hoje.

O casal Liana e Felipe deixou São Paulo em 31 de outubro e seguiu para um sítio abandonado em Embu-Guaçu. Os dois eram bolsistas do Colégio São Luís, um dos mais tradicionais de São Paulo, e namoravam há pouco mais um mês. Liana havia dito aos pais que iria para o litoral com amigas.

O pai de Liana, estranhando a demora da filha, descobriu por meio de amigos dos adolescentes que eles tinham ido acampar no “Sitio do Lê, em Juquitiba”. A barraca, as roupas e os mantimentos comprados para o fim de semana foram encontrados intactos.

O corpo de Felipe foi jogado de um penhasco e encontrado com um tiro na nuca em um córrego a cerca de 3 km do sítio abandonado onde ele acampou, escondido das famílias, com a namorada. No fim da noite de segunda, o corpo de Liana foi encontrado esfaqueado a dois quilômetros de onde foi achado o corpo do namorado.

O sumiço dos dois foi descoberto pelo pai de Liana no domingo à noite. A barraca foi achada intacta em um caramanchão, com as roupas dos estudantes, a carteira e o telefone celular de Liana, além de todos os mantimentos que foram comprados em um mercado em Embu-Guaçu.

Equipes do Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar, especializadas em busca na selva, começaram na segunda-feira a vasculhar toda região, localizada em uma área de difícil acesso e de mata atlântica fechada. Mais de 200 homens procuraram os jovens, e as buscas foram encerradas na sexta-feira após não ter sido encontrado nenhum vestígio ou pista nas trilhas da região.

O sítio abandonado é de propriedade de Manoel Espírito Santo, conhecido como Lé, que abandonou o local há um ano e meio após sofrer uma tentativa de homicídio por supostos bandidos de carros, que utilizam a região para desmanche.

A pista para encontrar os corpos surgiu por um mateiro da região, que se interessou pelo caso e telefonou para o pai de Liana. O mateiro encontrou um sitiante do bai