Armínio Fraga, na Alemanha, diz que eleições não prejudicarão reformas

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Publicado terça-feira, 10 de setembro de 2002 as 23:29, por: cdb

FRANKFURT — Em visita à Alemanha, como parte de um giro europeu que se propõe a reiterar a confiança dos estrangeiros na economia brasileira, o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, assegurou, nesta terça-feira, que as eleições presidenciais de outubro não irão prejudicar as reformas atreladas ao recente acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), como a elevação da meta de superávit primário para 3,75 por cento do Produto Interno Bruto.

Após se reunir com executivos de algumas das maiores companhias alemãs, Fraga ressaltou, em conversa com jornalistas, que os principais candidatos à sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso comprometeram-se em honrar os compromissos assumidos.

Ao delinear o que é preciso fazer para restabelecer a confiança dos mercados, em que o principal problema é a persistência do dólar em um patamar acima dos R$ 3, Fraga opinou:

“Estabilizar a situação. Em primeiro lugar, assegurar que todo mundo perceba bem o compromisso dos principais candidatos em favor das políticas de saneamento. Além disso, temos o acordo do Fundo Monetário Internacional para nos ajudar neste período de prevenção do risco”.

Segundo Fraga, “as coisas estão se estabilizando e a situação parece melhorar”, acrescentou.

O presidente do Banco Central participou de um almoço de trabalho com os diretores dos principais grupos econômicos alemães com investimentos no Brasil, como BASF, Siemens, Daimler Chrysler, Bayer e Schering.

Ainda na Alemanha, Fraga se reuniria com o presidente do Banco Central do país, Ernst Welteke, e com representantes das principais instituições financeiras alemãs.

Depois da Alemanha, Fraga visitará a Holanda. Por sua vez, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, que também se encontra em missão similar pela Europa, esteve na Espanha e na Grã-Bretanha e irá também à França.