Aprovação da Previdência no Senado terá ajuda da oposição

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Publicado segunda-feira, 24 de novembro de 2003 as 00:29, por: cdb

Os votos do PSDB e do PFL serão essenciais para que o governo consiga aprovar na próxima terça-feira, no plenário do Senado, o primeiro turno da reforma da Previdência. A base aliada no Senado soma 47 votos, sem contar pelo menos 5 dissidências, placar inferior ao mínimo de 49 votos exigidos para aprovar a proposta previdenciária pelos senadores.
 
Um dos dissidentes da base aliada é o senador petista Paulo Paim (RS), que defende alterações na proposta do governo.

Nesta segunda-feira, o presidente do PT, José Genoino, e o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), se reúnem com Paim para fazer um último apelo a fim de que ele siga a orientação do partido e vote favoravelmente à proposta.
 
– Não sou contra toda a reforma, mas sim contra alguns pontos da proposta. Gostaria que o governo atendesse às minhas reivindicações – afirmou no último domingo Paim, que já recebeu convites para ingressar em outros partidos e vem sendo publicamente assediado pelo PDT.

Além de Paim, o senador Flávio Arns (PT-PR) também ameaça votar contra a reforma da Previdência. Ou seja, dos 14 votos que o PT têm no Senado, o governo poderá contar apenas com 11, uma vez que a Heloísa Helena (AL) já avisou que votará contra e deve ser expulsa do partido em dezembro. As dissidências na base não são, no entanto, restritas ao PT.
 
O PMDB, que tem uma bancada de 22 senadores, também deverá apresentar defecções: os senadores Mão Santa (PI) e Sérgio Cabral deverão votar contra o governo. Mesmo com as dissidências, porém, o governo não deve ter dificuldades para aprovar a reforma da Previdência.
Pelo menos metade dos 11 senadores do PSDB e outra metade dos 17 senadores do PFL vão votar com o governo.