Após euforia da véspera, pessimismo envolve os investidores

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Publicado quarta-feira, 23 de janeiro de 2008 as 11:53, por: cdb

O corte inédito na taxa de juros dos EUA deixou os investidores animados, em torno do mundo. As bolas asiáticas deram um salto e Hong Kong fechou, na manhã desta quarta-feira, com uma valorização de mais de 10%. Números tão bons, após uma seqüência de fracassos, que deixaram a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) desconfiada. Na abertura do pregão, nesta quarta, as ações foram negociadas com fortes perdas nas primeiras operações do pregão.

A decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) mostrou, segundo analistas, que as autoridades norte-americanas reagiram diante da recessão em que o país se encontra, dentro de quadro econômico bem pior que o mercado inicialmente previu

– A volatilidade deve prosseguir nos mercados externos e locais. Deverá levar ainda pelo menos uns dois meses até que o apetite pelo risco atinja seu fundo, para, somente depois disto começar a se recuperar – disse a jornalistas a diretora da AGK Corretora Míriam Tavares.

O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa brasileira, às 11h50, se desvalorizava em 3,58%, aos 54.087 pontos, após uma alta, na véspera, de 4,45%.

Na Ásia, as principais Bolsas de Valores aprovaram a medida do Fed e ensaiaram uma recuperação. A Bolsa de Hong Kong, que perdeu 8,7% nesta terça, valorizou-se 10,72%. A Bolsa de Tóquio teve ganhos de 2,03%. Na Europa, a Bolsa de Londres desvalorizava os preços da ações em 1,69%, no horário, enquanto o mercado acionário de Frankfurt sofria perdas de 3,17%.

O dólar comercial, na abertura do pregão era negociado a R$ 1,813 para venda, em alta de 1,17%. A taxa de câmbio, no fechamento desta terça, foi de R$ 1,792, em declínio de 2,07%.

Analistas de investimento, de olho na cena norte-americana, apostavam no início do dia que o Comitê de Política Monetária (Copom) manteria a taxa básica de juros brasileiro, hoje em 11,25% ao ano.