Após encontro com Lula, papa se reúne com líderes de outras religiões

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Publicado quinta-feira, 10 de maio de 2007 as 12:20, por: cdb

O papa Bento 16 deixou o Palácio dos Bandeirantes, na Zona Oeste de São Paulo, após encontro reservado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O papa retornou para o mosteiro de São Bento, no largo São Bento (região central), onde vai almoçar com a presidência da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Antes do almoço, o papa participa de um encontro ecumênico com líderes de outras regiões no próprio mosteiro. O rabino Henry Sobel deve participar do encontro.

No Palácio dos Bandeirantes, o secretário do papa, monsenhor Georg Ganswein, colocou uma estola vermelha no papa Bento 16. A cor, segunda a assessoria do Vaticano, significa que o papa está em festa.

Além do presidente Lula e da primeira-dama, dona Marisa, também participaram do encontro desta quinta-feira os ministros Hélio Costa (Comunicações) e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência), além do chefe do Gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho.

Também fazia parte da comitiva de Lula o secretário-geral do Itamaraty, Samuel Pinheiro Guimarães, e a embaixadora do Brasil no Vaticano, Vera Machado.

No Palácio dos Bandeirantes, foi celebrada ainda uma cerimônia de lançamento do selo postal comemorativo da visita do papa ao Brasil.

No salão dos despachos, o papa presenteou as autoridades presentes com um terço e também tirou fotos com familiares das autoridades. Depois visitou uma exposição de arte sacra.

Presentes

O papa recebeu muitos presentes nesse encontro. Da primeira-dama, recebeu um quadro pintado por Roberto Camasmie. O quadro tem a imagem do papa. Do presidente Lula, o papa ganhou livros sobre a obra de Cândido Portinari.

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), presenteou o papa Bento com uma Bíblia. A Bíblia é ilustrada, pesa 15 quilos e é escrita em português. O livro será enviado depois pelo governo paulista para o Vaticano.

No encontro, o cerimonial do palácio serviu ao papa chocolate com o brasão do Estado. O doce, feito por uma fábrica de Jundiaí,  também foi servido ao papa João Paulo 2º.