Após ducha fria, Zé Roberto não fala do futuro

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Publicado sábado, 28 de agosto de 2004 as 15:52, por: cdb

O técnico da Seleção Brasileira feminina de vôlei, José Roberto Guimarães, foi logo questionado, após a perda da medalha de bronze pelo Brasil, sobre o seu futuro com o grupo. Mesmo dizendo que a Confederação Brasileira de Vôlei já pediu para que permaneça no cargo, Zé Roberto não quis confirmar nada. “É muito cedo. Tem que deixar a poeira baixar, ver com a família e com a CBV. Depois desta ducha de água fria, temos que dar um tempo”.

O treinador, medalha de ouro com a seleção masculina em Barcelona-1992, admitiu que as jogadoras levaram todo desgaste emocional do jogo contra Rússia para a quadra, na disputa pelo bronze contra Cuba, na qual perderem por 3 sets a 1. “O time não conseguiu se recuperar no emocional. A derrota contra a Rússia foi a mais difícil, mais amarga e mais complicada da minha carreira e, provavelmente, da delas também”. “Tentei conversar com elas, recuperar o ânimo. Mas é como ter perdido alguém”, comparou.

Mesmo assim, Zé Roberto fez questão de frisar que nenhuma jogadora tentou se esconder no jogo contra a Rússia, quando o time não conseguia fechar o quarto set. “Perdemos a medalha quando não conseguimos o contra-ataque contra a Rússia. Mas não houve submissão de nenhuma jogadora. Todas queriam a bola e chamaram a responsabilidade para si”.

O técnico brasileiro lamentou a quarta colocação nos Jogos, principalmente, pelo potencial que a equipe tinha. “O Brasil teve talvez a maior oportunidade de conquistar um ouro e todas achavam que poderiam vencer qualquer seleção”.

Na entrevista coletiva após o jogo, o técnico de Cuba, Luis Felipe Calderon, disse que ficou impressionado com o Brasil que entrou em quadra. “Era um Brasil irreconhecível porque sempre foi uma equipe aguerrida. Espero que no futuro Cuba e Brasil possam jogar dando o melhor de si”.