Aperto fiscal do governo rende R$ 57 bilhões para pagar dívida

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Publicado quarta-feira, 30 de janeiro de 2008 as 11:20, por: cdb

No ano passado o superávit primário – a economia  para pagar os juros da dívida – do governo central (Tesouro, Previdência e Banco Central) foi de R$ 57,8 bilhões, o que representou 2,27% de tudo o que o país produziu de bens e serviços no ano, ou seja, o Produto Interno Bruto (PIB).  O resultado de 2007 foi superior ao de 2006, quando o governo central economizou R$ 48,9 bilhões, equivalentes a 2,1% do PIB. No mês de dezembro, porém o governo central teve déficit (saldo negativo) de R$ 8,1 bilhões, contra superávit (saldo positivo) de R$ 4,4 bilhões no mês anterior.

Em 2007, o déficit da Previdência somou 44,881 bilhões, contra R$ 42,065 bilhões em 2006; o Banco Central devedor em R$ 664,7 milhões, contra R$ 171,2 milhões em 2006; e o Tesouro teve resultado positivo de R$ 103,351 bilhões, ante R$ 91,128 bilhões no ano anterior.

Quanto maior o superávit primário, maior o corte nos gastos públicos ou maior a arrecadação de impostos. Ou seja, o governo economiza para que sobre mais dinheiro para quitar os débitos com o mercado ou aumenta suas receitas com a cobrança de tributos. Por isso, superávit primário pode ser traduzido como “esforço fiscal” ou “aperto fiscal”, porque o dinheiro obtido pelo governo vem do contribuinte, que paga impostos, contribuições e outros tributos.

Na prática, obter um superávit elevado significa ter menos dinheiro para investir. O caixa do governo fica com menos recursos para aplicar em seus programas.