Antenas de celular perto de Bangu são desligadas

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Publicado domingo, 7 de dezembro de 2003 as 16:48, por: cdb

As companhias de telefonia celular começam a se unir ao Estado para garantir o interesse público em relação à segurança. A afirmação é do secretário de Administração Penitenciária, Astério Pereira dos Santos, a partir da informação recebida de que duas das empresas que oferecem o serviço, desligaram, neste final de semana, os sinais de suas antenas instaladas próximas ao Complexo de penitenciárias.

“Na manhã da última terça-feira, estive reunido com representantes de cinco empresas e da Anatel para fazê-los entender que o Complexo de Bangu é uma área de segurança e, como tal, deve ter um tratamento diferenciado no que diz respeito à presença de antenas de telefonia celular. Parece que nosso objetivo está sendo alcançado, já que, apesar de as empresas terem solicitado 15 dias para a solução do problema, algumas delas estão antecipando o cumprimento do acordo, excluindo os presídios do recebimento do sinal”, disse o secretário, que já havia solicitado ao Ministério Público uma ação contra as empresas, porque não recebia retorno durante quase dois meses de envio de ofícios.

Na reunião, que contou também com a presença do Ministério Público, o secretário pediu aos técnicos da BrasilSul – responsável pela instalação dos bloqueadores de celular na penitenciária Laércio da Costa Pelegrino (Bangu I) ¿ e da Consladel – empresa que instalou os bloqueadores nas penitenciárias Alfredo Tranjan (Bangu II), Dr. Serrano Neves (Bangu III) e Jonas Lopes de Carvalho (Bangu IV) – que relatassem as dificuldades encontradas para manter os estabelecimentos prisionais bloqueados.

Além disso, o secretário garantiu que os investimentos em equipamentos tecnológicos que auxiliem na revista onde a verificação torna-se mais difícil (tais como dentro do corpo), serão ampliados no próximo ano, de acordo com informações do governo do estado.