Angola caminha para a paz e a estabilidade

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Publicado domingo, 8 de abril de 2012 as 04:32, por: cdb

Angola celebrou na última quarta-feira (4) o décimo aniversário da assinatura do Protocolo Complementar aos Acordos de Paz de Lusaka, Zâmbia, que lhe permitiu empreender o caminho do crescimento econômico e social com estabilidade.

Por Oscar Bravo Fong
Muitos consideram que a partir da importante resolução, assinada no Palácio dos Congressos de Luanda, as Forças Armadas Angolanas e a União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita) deram os primeiros passos significativos para o cessar-fogo definitivo.

Em recordação à efeméride, consagrada com um feriado nacional, ruas e avenidas da capital e províncias angolanas são cenário de marchas populares e outros atos político-culturais. Como parte das atividades centrais pelo relevante acontecimento, o presidente José Eduardo dos Santos além de percorrer obras econômicas e sociais na cidade de Luena, província de Moxico, inaugurou na quarta-feira nesta localidade o Monumento à Paz.

A magna obra de engenharia em Moxico, a cerca de 800 quilômetros a sudeste de Luanda, representa duas mãos em posição vertical, que unidas seguram uma pomba branca com as asas abertas, símbolo da paz universal.

No calor do festivo ambiente, o Birô Político do Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA) difundiu em uma mensagem que este 4 de abril, por sua importância histórica, constitui uma das conquistas mais valiosas do povo angolano, que deverá ser preservada a qualquer custo.

Depois de afirmar que a nação continua unida na diversidade para o fortalecimento da democracia, o organismo partidário considerou que uma das formas de celebrar os 10 anos de paz é honrar a memória dos que deram suas vidas por ela.

Na histórica data recordamos com admiração e respeito Agostinho Neto (1922-1979), figura central na história política de Angola e fonte de inspiração para nossa luta, que sempre propugnou o diálogo e a paz entre os povos, declarou à agência Prensa Latina o jornalista Africano Neto.

Próximo à Praça da Independência, na capital, um filho desse povo disse à Prensa Latina, que ele e sua família, como milhões de angolanos, celebram este dia com transbordante alegria pela instauração da paz.

Ficou para trás a guerra civil de 27 anos (1975-2002), que abriu caminho ao ansiado processo de reconciliação nacional, enfatizou.

O processo permitiu que Angola empreendesse a reconstrução de suas infraestruturas destruídas e erguesse outras novas, como escolas, aeroportos, parques infantis, estradas e hospitais.

Outros consideram que com o término do conflito armado foi possível a reorganização deste Estado produtor de petróleo, depois de uma longa guerra que provocou o desalojamento de mais de quatro milhões de angolanos, milhares de mortos e mutilados, e uma taxa de desemprego de cerca de 43 por cento.

Como mostra de sua crescente força, este país com 18 milhões de habitantes, à par de uma significativa redução do desemprego, nos últimos quatro anos triplicou seu programa de investimento público.

Angola incrementou, por outra parte, seu Produto Interno Bruto per capita de 3,8 mil dólares em 2005 a 8,3 mil dólares em 2009, o que contribui para diminuir o índice de pobreza, em que ainda padece mais de 30 por cento da população, segundo fontes econômicas.

Em meio ao empenho para melhorar a qualidade de vida dos angolanos, com o aumento do acesso à educação, saúde, habitação, emprego, energia elétrica e água potável, o país trabalha nos programas integrados de combate à fome e à pobreza, sobretudo em comunidades rurais.

Durante recentes giros por províncias como Kwanza Norte e Huila, a agência Prensa Latina pôde constatar que nesses territórios, graças ao empreendimento de obras sociais como estradas e outras vias, é possível chegar a comunidades antes inacessíveis.

Também se aprecia a reanimação produtiva do setor agrícola, a partir da concessão de microcréditos à população local e o desenvolvimento de ações sanitárias para reduzir a mortalidade materna e infantil e combater enfermidades como a poliomielite e a tuberculose.

Fonte: Prensa Latina
Tradução da Redação do Vermelho

 

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