Análise revela pouco interesse em infância e adolescência nos noticiários argentinos

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado segunda-feira, 10 de dezembro de 2012 as 16:06, por: cdb

Para analisar como os principais noticiários televisivos veiculados em Buenos Aires têm abordado as questões referentes à infância e adolescência na Argentina, é que o Observatório de Televisão da Universidade Austral e a Associação Jornalismo Social elaboraram, pelo segundo ano consecutivo, o relatório “Infância e Adolescência nos noticiários 2012 – Os direitos de meninas e meninos na agenda jornalística”.

Foram classificadas 842 notícias, do período que corresponde de 1º de abril a 30 de junho de 2012, dos seguintes noticiários: Telenoite, do Canal 13; Telefe Notícias, de Telefé; Telenove, do Canal 9; América Notícias, de América; e Visão Sete, da Televisão Pública. Deste total, 90 notícias foram analisadas por uma equipe formada por estudantes, professores e jornalistas capacitados no tema de infância e adolescência.

De acordo com o estudo, o tema ‘violência’ é o que mais aparece na hora de informar sobre infância e adolescência, representando, em geral, 45% do total das notícias analisadas. Apenas no programa ‘Visão Sete’, da TV Pública, o tema violência tem baixa representatividade, com 7%.

O segundo tema mais abordado, de acordo com o relatório, é saúde, com 23% dos relatos. Em seguida, aparece o tema educação, com 14%.

A análise também revela que poucas fontes são consultadas na hora de se noticiar sobre infância e adolescência. No geral, 65% das notícias utilizam apenas uma fonte de informação, demonstrando pouco interesse no tema e pobreza no conteúdo veiculado. De acordo com o estudo, quando consultadas, as fontes que mais são ouvidas são pais e mães de crianças e adolescentes, seguidos pelos próprios adolescentes. Especialistas e sociedade civil pouco são consultados sobre temas de infância e adolescência.

O método utilizado foi quali-quantitativo e teve o objetivo de colaborar na construção de um jornalismo de maior qualidade, mais sensível e que respeite os direitos de meninos e meninas argentinas. Consulte o relatório completo aquí

Para mais informações, acesse: www.periodismosocial.net ou
www.oteve.wordpress.com