Ana Amélia defende a universalização dos serviços de internet e pede mais eficiência no setor 

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Publicado quinta-feira, 24 de março de 2011 as 18:05, por: cdb

Conexões lentas, serviço caro e atendimento precário. A senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) quer modificar essa realidade que predomina no acesso de banda larga à internet no Brasil. Para isso, ela sugeriu uma maior aplicação dos recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) e também a concessão de incentivos fiscais a empresas que aceitem prestar o serviço em cidades pequenas ou de difícil acesso logístico. Em último caso, a senadora sugeriu também a intervenção estatal.

– O que não podemos aceitar é que fiquemos atrasados frente às inovações por discursos burocráticos ou regulamentos mal formulados. Já existem milhares de quilômetros de cabo de fibra ótica instalados. Precisamos agora é levar o serviço de banda larga para o maior número de pessoas possível. Igualdade social é, antes de tudo, igualdade de condições. Com a universalização dos serviços de telecomunicações e transmissão de dados, estaremos dando um grande passo para conquistar a igualdade social no Brasil – afirmou Ana Amélia.

A senadora pelo Rio Grande do Sul comparou que enquanto uma família brasileira gasta 4,5% de sua renda mensal com serviços de internet, nos países desenvolvidos esse percentual é de apenas meio por cento. Ana Amélia acrescentou que a situação é pior ainda no Brasil porque, além de mais cara, a internet de banda larga é lenta. Ela disse que, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 34% das conexões têm uma velocidade de apenas 256 Kbps.

Na avaliação de Ana Amélia, nesse início de século 21 a internet tornou-se tão importante quanto a energia elétrica e o telefone. Ela destacou que, com a internet, uma comunidade do interior pode, por exemplo, promover seus produtos agrícolas ou divulgar suas atrações turísticas. Da mesma forma, um estudante pode ter acesso às principais bibliotecas do mundo para elaborar seus trabalhos acadêmicos.

 

Roberto Homem / Agência Senado