América Latina liderou criação de emprego em 2004, diz OIT

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Publicado segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005 as 19:14, por: cdb

A América Latina foi a região do mundo onde o desemprego apresentou o maior recuo em 2004, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A taxa de desemprego no subcontinente (incluindo o Caribe) fechou o ano em 8,6% da população ativa, contra 9,3% em 2003.

O recuo de 0,7 ponto percentual observado pela entidade é o mais acentuado em todas as regiões do mundo, mas ainda deixa o desemprego latino-americano muito acima do observado em 1994, quando era de 7%.

E segue também acima da média global, que caiu para 6,1% em 2004, contra 6,3% no ano anterior.

Pobreza

Os dados constam de uma análise sobre as tendências para o mercado de trabalho global em 2005 divulgada nesta segunda-feira pela ILO.

O estudo afirma que 184,7 milhões de pessoas terminaram o ano de 2004 sem trabalho, contra 185,2 milhões em 2003.

A entidade diz que se trata de:

– Um desdobramento significativo, já que marca apenas a segunda vez nos últimos dez anos que houve um declínio no desemprego total de um ano para o outro.

Mas observa que o aumento do número de empregos foi “reduzido”, apesar do “robusto crescimento econômico” de 5% registrado no ano passado.

– Não devemos perder de vista a realidade de que a criação de empregos ainda é um grande desafio para os governos – disse o diretor-geral da OIT, Juan Somavia.

– Em outras palavras, precisamos de políticas que encorajem o crescimento intensivo em empregos.

A ILO afirma ainda que a leve recuperação dos níveis de emprego não indica “melhora nos déficits de trabalho decente”, observando que metade dos 2,8 bilhões de trabalhadores do planeta:

– Não ganham o suficiente para alçar a si e às suas famílias para além da linha da pobreza de US$ 2 por dia.

A entidade também lista o que chama de desafios que devem ser enfrentados no presente ano, entre os quais a criação de empregos para quem perdeu seu trabalho com a passagem do tsunami que atingiu a Ásia em dezembro e o combate à Aids e aos efeitos que a doença tem no mercado de trabalho.

O documento também cobra que seja enfrentado o problema de criar empregos para os jovens, em particular para as mulheres.

A ILO afirma que a diferença dos níveis de desemprego entre jovens mulheres e jovens homens é especialmente preocupante na América Latina, além do Oriente Médio e o Norte da África.