Alunos da Universidade Estácio de Sá evitam ir às aulas

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Publicado quarta-feira, 7 de maio de 2003 as 04:12, por: cdb

Assustados com a violência, os alunos da Universidade Estácio de Sá, no Rio Comprido, zona norte, onde a estudante de enfermagem Luciana Gonçalves de Novaes foi baleada nesta segunda-feira, estão evitando ir às aulas.

Nesta terça, a freqüência caiu 60%. Com tarjas pretas nos braços, cerca de 50 estudantes protestaram contra a insegurança e programaram para esta quarta-feira uma assembléia, a fim de cobrar mais policiamento e o fechamento dos prédios que ficam próximos ao Morro do Turano, de onde teriam partido os tiros.

– A gente não quer voltar para aula porque não tem segurança -, disse Carmem Peixoto, de 36 anos, que estuda Enfermagem na turma de Luciana.

Ela criticou a universidade pela falta de orientação na hora em que começaram os tiros. Carmem disse que os funcionários não disseram para os estudantes deixarem o campus, contrariando a versão dada pelo chanceler da Estácio, o ex-senador Artur da Távola.

– A gente não ficou sabendo de nada, tanto que eu estava no intervalo (entre 9h30 e 9h40) esperando a próxima aula-, disse.
Segundo o chefe da Polícia Civil, Álvaro Lins, os seis suspeitos do tiroteio seriam do Morro do Turano e fugiram nesta terça para o Morro do Zinco, também no Rio Comprido. A Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) esteve no Zinco e travou tiroteio com traficantes. Dois deles morreram.

– Nós vamos caçar onde eles estiverem. Quem der guarida a esses bandidos, vai sofrer ataque da polícia -, disse Lins.