Aloysio Nunes critica aumento do IPI de carros importados 

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Publicado quarta-feira, 21 de setembro de 2011 as 14:04, por: cdb

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) criticou em Plenário nesta quarta-feira (21) o Decreto 7.567/11, que aumentou em 30 pontos percentuais a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para caminhões e automóveis importados. Para o senador, a medida tomada pela presidente Dilma Rousseff protege a indústria automobilística brasileira, que, com os bons números registrados nos últimos tempos, não precisava de ajuda para enfrentar a concorrência.

– Eu entendo que a decisão de aumentar a alíquota do IPI sobre veículos importados esconde a tentativa de adotar uma política industrial para ajudar grupos e setores que não precisam. A indústria automobilística está indo muito bem, está vendendo muito, exportando muito. É uma indústria altamente competitiva e que sofre competição saudável do produto estrangeiro.

Segundo o senador, na falta de competição, as montadoras farão “o que bem entenderem” com os preços de seus produtos, prejudicando os consumidores e elevando o custo Brasil.

Aloysio Nunes questionou por que o governo não adotou medidas semelhantes para ajudar outras indústrias que sofrem com a competição internacional, como a têxtil.

O senador por São Paulo lamentou que o governo tenha optado pelo aumento do IPI e não por outras propostas que chegaram a ser discutidas e que mereceriam “aplauso” caso fossem adotadas. Como exemplo, mencionou a redução de impostos para indústrias que investissem em produtividade, qualidade e na manutenção dos empregos. As montadoras, segundo o senador, “falaram mais alto que o interesse nacional”.

Há ainda o risco, alertou Aloysio Nunes, de que o Brasil seja levado a um contencioso na Organização Mundial de Comércio (OMC), por criar barreiras protecionistas.

– Precisamos efetivamente ter uma política que defenda a economia brasileira contra práticas desleais, isso é evidente. E o Brasil não tem deixado de recorrer à OMC para solução de controvérsias com práticas desleais de comércio. Mas pacotaços como esses são um arremedo de política industrial que desmoraliza o nome de política industrial. É apenas uma tentativa de curar doença grave com mercúrio cromo – lamentou.

Da Redação / Agência Senado