Agropecuária supera a indústria em rentabilidade

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Publicado sábado, 18 de janeiro de 2003 as 14:01, por: cdb

A agropecuária tem sido um dos mais dinâmicos negócios da economia paulista. De 1995 a 2002, o valor da produção agropecuária paulista cresceu anualmente 4,65%, segundo dados divulgados pelo Instituto de Ecomia Agrícola (IEA) do Estado de São Paulo. A previsão é de que o indicador do nível de atividade no Estado de São Paulo recue 1% em 2002. Entre os rebanhos mais valorizados estão os plantéis da raça zebu.

A cana-de-açúcar permanece como principal produto agrícola do Estado, com participação de 29,55% no valor da produção estadual registrada em 2002, seguido de carne bovina, com 15,75%; laranja, com 15,82%; e frango, com 5,45%.

No período 1995-2002, constatou-se a evolução positiva dos salários rurais das categorias com recebimento mensal.

As maiores taxas de crescimento foram observadas para mensalista (2,27%/ano) e tratorista (1,28%/ano). Valores menores foram obtidos para capataz (0,4%/ano) e administrador (0,05%/ano).

Para as categorias com recebimento diário, a situação foi desfavorável, pois a taxa de crescimento das diárias pagas caiu 0,15%/ano e a dos volantes reduziu 1,84%/ano.

Porém, diante da tecnificação, uma safra maior sempre ocupa mais trabalhadores, auxiliando na colheita e pós-colheita, ou seja, transporte e ensacamento nas propriedades rurais. No entanto, o número de pessoas ocupadas na agricultura paulista passou de 1,31 milhão em 2000 para 1,17 milhão em 2001. No período, a taxa de crescimento da ocupação da mão-de-obra caiu 0,06% ao ano.

Portanto, paralelamente ao dinamismo do setor, tem ocorrido a incorporação de novas tecnologias, sobretudo na operação de colheita, elevando a produtividade do trabalho na agricultura e, conseqüentemente, ocupando menos pessoas mesmo diante de safras maiores. A taxa de crescimento da produtividade do trabalho foi de 4,8% ao ano.

Diante do panorama atual, marcado pelo desafio da competitividade, os produtores rurais se modernizaram, buscando novas tecnologias.

Os setores de cana, café e laranja são responsáveis por quase 60% do total de empregados.

Apesar do crescimento da colheita mecanizada, a cana-de-açúcar ainda demandou cerca de 35% da mão-de-obra necessária para o cultivo dos principais produtos da agricultura paulista. A produção de grãos já apresenta todas as fases do processo produtivo passíveis de mecanização, sendo a colheita preponderantemente mecanizada na soja, no trigo e no milho e, parcialmente, no feijão e no amendoim.

No caso do algodão, o sistema de produção existente no Estado de São Paulo, baseado na colheita manual, foi extremamente prejudicado com as importações do produto, notadamente até meados dos anos 90. A falência desse sistema afetou diretamente pequenos proprietários e trabalhadores temporários, mas a colheita manual ainda é relevante.

O café utiliza cerca de cinco trabalhadores permanentes e o máximo de 28 trabalhadores temporários por 100 hectares, enquanto a cana emprega dois trabalhadores permanentes e no máximo 29 trabalhadores temporários por 100 hectares.