Agripino Maia quer investigar uso de cartões só a partir de 2001

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008 as 18:22, por: cdb

O líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN), defendeu nesta sexta-feira que a CPI sobre os gastos com os cartões de crédito corporativos investigue o uso dos cartões somente a partir de 2001.

Ele justifica que é preciso existir um fato determinado para se proceder uma investigação, e discorda dos argumentos do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), de que a CPI deve investigar o uso dos cartões corporativos nos últimos dez anos.

— Para ser fato determinado tem que ter base legal e técnica. O Tribunal de Contas da União (TCU) e o Siafi [Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal] existem desde 1998. Por que nessa época não foi feita nenhuma denúncia, por nenhum órgão de imprensa, baseada em elementos do TCU e do Siafi com relação a gastos com a conta de cartão corporativo e agora se quer investigar sem base legal? É por que se quer fazer a CPI da justificativa ou a CPI da dissimulação, para se igualar todo mundo e nivelar por baixo a classe política e jogar para outros uma crise que é deste Poder Executivo? —, questiona o líder do DEM.

O senador Agripino Maia disse que o fato determinado existe com base em elementos técnicos, envolvendo pessoas do atual governo.

Ele defendeu ainda que as pessoas envolvidas com o uso irregular do cartão sejam afastadas dos seus cargos, e estranhou o fato de só agora o governo, por meio do líder no Senado, senador Romero Jucá, propor uma CPI.

— Enquanto os denunciados eram ministros ninguém falava em CPI. Na hora em que se falou de seguranças de Lurian [filha do presidente Lula] e seguranças pessoais do presidente, em São Bernardo, rapidamente o governo se moveu para fazer uma CPI, puxando para trás, inclusive, a investigação de fatos que nem denunciados existiam —, disse.