Africanos já admitem discutir reconhecimento do governo líbio

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Publicado quinta-feira, 1 de setembro de 2011 as 17:07, por: cdb

Africanos já admitem discutir reconhecimento do governo líbioLegenda:Mustafa Abdel Jalil, presidente do Conselho Nacional de Transição líbio, em conferência em Benghazi, Líbia, agosto de 2011. Jalil disse a delegações de cerca de 60 países e organizações internacionais que a Líbia não irá decepcioná-los. (reuters_tickers)

PARIS (Reuters) – A União Africana está animada com as promessas feitas pelo Conselho Nacional de Transição (CNT) líbio na conferência internacional desta quinta-feira em Paris, e agora irá discutir com seus Estados membros a possibilidade de reconhecer o novo governo interino do país, segundo um porta-voz.

O presidente do CNT, Mustafa Abdel Jalil, disse a delegações de cerca de 60 países e organizações internacionais que a Líbia não irá decepcioná-los, e conclamou o povo líbio a permanecer pacífico e respeitar a lei.

“Ficamos tranquilizados hoje pelos comentários feitos pelo senhor Jibril sobre a proteção a trabalhadores africanos, reconciliação e criação de um governo de unidade nacional”, disse à Reuters o porta-voz da presidência da Comissão da União Africana, Noureddine Mezni.

“Havia preocupações entre os Estados membros (da UA) pelos trabalhadores africanos na Líbia e a criação do governo de unidade nacional … Agora levaremos o que ele disse hoje aos nossos membros”, afirmou Mezni depois da conferência dos “Amigos da Líbia”, em Paris.

Dezenas de milhares de trabalhadores estrangeiros já fugiram da Líbia desde o início da rebelião armada contra o regime de Muammar Gaddafi, em fevereiro.

Muitos africanos estavam com medo de serem atacados por combatentes rebeldes que os acusavam de serem mercenários a serviço de Gaddafi, que passou 42 anos no poder e agora está foragido.

Muitos países já reconheceram formalmente o CNT como legítimo governo da Líbia — inclusive a Rússia. Vários países africanos, no entanto, ainda não fizeram o mesmo. A África do Sul, aliás, boicotou a conferência de Paris.

Mezni disse que, independentemente da decisão da UA, os países africanos têm liberdade para reconhecerem o CNT se quiserem.

(Reportagem de John Irish)

Reuters