Afeganistão avalia ameaça do EI após ataque em Cabul

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Publicado terça-feira, 26 de julho de 2016 as 12:33, por: cdb

O governo diz que tem combatido o EI com afinco mesmo antes das explosões de sábado, um dos ataques mais mortais no país desde o começo da insurgência do Talebã em 2001

Por Redação, com Reuters – de Cabul:

 

O Estado Islâmico ameaça realizar mais ataques contra a minoria étnica hazara no Afeganistão após atentados suicidas em Cabul, no último sábado, que mataram 80 pessoas, e promete retaliar contra aqueles dentro grupo majoritariamente xiita que apoiam o regime de Bashar al-Assad na Síria.

Mas avaliar a ameaça do Daesh, como o Estado Islâmico é conhecido no Afeganistão, é algo difícil.

O Estado Islâmico ameaça realizar mais ataques contra a minoria étnica hazara no Afeganistão após atentados suicidas em Cabul
O Estado Islâmico ameaça realizar mais ataques contra a minoria étnica hazara no Afeganistão após atentados suicidas em Cabul

Alguns questionam se o grupo foi realmente responsável pelas explosões do último sábado, e algumas autoridades questionam se o movimento sunita ultrarradical, amplamente confinado a uma área perto da fronteira com o Paquistão, representa um desafio mais amplo.

Um comandante do Daesh que usa o nome Abu Omar Khorasani disse que o atentado durante uma manifestação de milhares de hazaras, que protestavam sobre a rota de uma nova linha de energia, foi feito em retaliação ao apoio oferecido por alguns membros da comunidade ao regime da Síria.

Muitos hazaras atravessaram o Irã, país governado por xiitas, para lutar pelo presidente sírio, Bashar al-Assad, também xiita, contra o Estado Islâmico.

– A menos que eles parem de ir para a Síria e parem de ser escravos do Irã, nós vamos definitivamente continuar tais ataques – disse o comandante militante à agência inglesa de notícias Reuters por telefone deu uma localização não revelada. “Nós podemos e vamos atacá-los de novo.”

O governo diz que tem combatido o EI com afinco mesmo antes das explosões de sábado, um dos ataques mais mortais no país desde o começo da insurgência do Talebã em 2001.

O governo disse que suas forças de segurança haviam matado centenas de insurgentes nos últimos dois meses em avanços contra bastiões do Daesh na província oriental de Nangarhar.

Pena de morte

O povo da Turquia quer a volta da pena de morte e os que governam o país devem ouvir as pessoas, afirmou o presidente da Turquia, Tayyp Erdogan, apesar de autoridades europeias dizerem que tal medida poderia interromper imediatamente o processo de Ancara para a entrada na União Europeia (UE).

– O que o povo (turco) diz hoje? – indagou Erdogan durante uma entrevista à TV alemã ARD, transmitida nesta segunda-feira.

– Eles querem a pena de morte reintroduzida. E nós como governo devemos ouvir o que o povo diz. Não podemos dizer: ‘Não, isso não nos interessa’.

Mais cedo, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, declarou que se a Turquia retomar a pena de morte, algo que o governo diz que precisa avaliar, quando responde a pedidos de simpatizantes em atos públicos para que os líderes do golpe sejam executados, isso pararia o processo para a entrada na UE imediatamente.

Também na entrevista, Erdogan prometeu manter as promessas da Turquia em relação ao acordo sobre migrantes com o bloco europeu, mas disse que a UE não estava cumprindo da maneira devida com a sua parte no trato.

O acordo, firmado em março, recompensa o esforço da Turquia para impedir que migrantes cruzem para a Grécia, ao mandar ajuda para os refugiados sírios no país, retomar as negociações para a entrada na UE e acabar com os vistos para os turcos que desejam visitar a Europa.

O acordo não foi ainda finalizado.

– Quero dizer uma coisa de forma bastante clara: Sobre o tema dos refugiados, nós mantivemos nossas promessas – disse Erdogan. “O que nós prometemos vale. Mas uma pergunta para os europeus: Vocês mantiveram as suas promessas?”, indagou ele, dizendo que a UE não forneceu à Turquia ajuda suficiente.