Aeronáutica e controladores de vôo discordam sobre imagens de radares

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Publicado segunda-feira, 21 de maio de 2007 as 19:58, por: cdb

A Aeronáutica reafirmou, nesta segunda-feira, que o sistema de controle de vôo não falhou no dia da queda do Boeing da Gol, em setembro do ano passado, quando 154 pessoas morreram. Os controladores, entretanto, não aceitam essa versão. Segundo a Aeronáutica, as letras e os sinais que aparecem nas telas do Cindacta-1, de Brasília, provam que o sistema questionou várias vezes a altitude do jato.

No momento da colisão, um traço verde teria indicado o choque entre os dois aviões. A Aeronáutica diz que, como o Legacy estava com o equipamento anticolisão sem funcionar, não há sinal dele na tela. O sinal do jato só reaparece minutos depois do choque, quando o transponder foi religado.

O presidente da Associação Nacional dos Controladores de Vôo, Wellington Rodrigues, contesta os dados e segundo ele, o controlador que estava de serviço na hora do acidente não suspeitou que os dois aviões estavam na mesma altitude (37 mil pés), porque o sistema não teria indicado isso.

A Aeronáutica disse que não vai entrar em uma guerra de versões com os controladores e manteve o entendimento que o sistema deu alertas e não falhou no dia do acidente.

O chefe do Cindacta-1 de Brasília, coronel Raulino Eduardo dos Santos, admitiu que nenhum sistema está totalmente livre de problemas. Por isso, segundo ele, existem vários níveis de checagem, conhecidos como “redundância”.

– Essa redundância garante que nós vamos continuar tendo a eficácia e a segurança do nosso sistema de controle do espaço aéreo -, disse.