Adesão à greve na CP ronda os 100%

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Publicado sábado, 8 de dezembro de 2012 as 07:55, por: cdb

Até às 8h apenas circularam 2 comboios, dos 431 comboios que circulariam num “ normal”, adianta a CP. O Sindicato Nacional dos Maquinistas sublinha, por sua vez, que há uma “adesão completa dos maquinistas a nível nacional”. Artigo |8 Dezembro, 2012 – 12:41 Foto de Paulete Matos.

Ainda que a administração da CP tenha procurado desmobilizar os grevistas, lamentando, em comunicado, que “os sindicatos persistam neste clima de confronto e de afrontamento às leis do país”, e sublinhando que os grevistas deveriam reflectir “sobre os danos que as atuais greves causam à população” e à empresa, “colocando em risco a sua sobrevivência no quadro de abertura de mercado que se avizinha”, a adesão à greve na CP ronda os 100%.

“Há uma paralisação completa com três exceções de continuação dos comboios ao seu destino”, afirmou António Medeiros, Sindicato Nacional dos Maquinistas (SMAQ), à agência Lusa, garantindo que os trabalhadores estão “a cumprir sem exceção a decisão do tribunal arbitral sobre serviços mínimos”.

Já na sexta feira se começaram a sentir os efeitos da greve de maquinistas e revisores da CP agendada para este sábado, sendo que os mesmos se deverão prolongar-se até domingo.

A paralisação ao trabalho extraordinário, como forma de protesto contra as novas regras decorrentes da revisão ao Código do Trabalho, que prevê uma redução de 50% no valor pago pelo trabalho em dia feriado, prolonga-se, pelo menos, até 2 de janeiro de 2013, segundo o SMAQ.

“Nós queremos é soluções para o problema. Isto é, que a CP cumpra com o acordo, que fez no ano passado com os trabalhadores, para se retomar o normal funcionamento da empresa e não se refugie em argumentos da lei”, salientou o coordenador da Federação dos Sindicatos dos Transpores (FECTRANS), José Manuel Oliveira, também em declarações à agência Lusa.

Trabalhadores do grupo Barraqueiro também estão em greve

A paralisação, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal, afeta mil trabalhadores da Rodoviária do Tejo e de nove empresas pertencentes à Transportes Barraqueiro: Barraqueiro Oeste, Barraqueiro Alugueres, Santo António Barraqueiro, Boa Viagem, Esevel (assegura a assistência e manutenção da frota), Rodoviária da Estremadura, Frota Azul (carreiras que circulam em Lisboa), Mafrense e Ribatejana.

Os trabalhadores do grupo Barraqueiro reivindicam um acordo de empresa que permita uniformizar as condições laborais e “eliminar discriminações e diferenças” entre empresas do mesmo grupo e refutam a redução das compensações pelo trabalho suplementar e dos salários, que não são atualizados desde o ano 2000.