Acusados de terrorismo podem ser extraditados da Austrália

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Publicado segunda-feira, 22 de dezembro de 2003 as 05:13, por: cdb

O primeiro-ministro australiano, John Howard, afirmou que seu governo está disposto a extraditar para o Líbano dois supostos terroristas que residem em Sydney.

Os irmãos Bilal e Maher Khazal foram condenados à revelia por um tribunal militar libanês a dez anos de prisão por financiar um grupo islâmico radical acusado de detonar uma bomba em uma filial da rede de fast-food McDonald’s em abril.

O advogado dos irmãos Khazal, Adam Houda, disse, porém, à emissora australiana ABC, que seus clientes rejeitam o veredicto emitido no Líbano, já que pensavam que o dinheiro estavam sendo doado para obras de caridade.

As autoridades de Beirute ainda não solicitaram sua extradição, mas ‘se recebermos uma, é claro que responderemos positivamente’, frisou o premier australiano em Sydney, antes de partir para as ilhas Salomão.

Suspeita-se também que Bilal Khazal e o xeque Mohamed Omran tenham vínculos com células islâmicas radicais na Espanha, de acordo com o processo contra Imad Eddin Barakat Yarbas, conhecido como ‘Abu Dahdah’, detido em novembro de 2001 durante a ‘Operação Tâmara’.

‘Dahdah’, um espanhol de origem síria, é considerado pela polícia espanhola como o representante nesse país da rede Al-Qaeda, do dissidente saudita Osama Bin Laden, principal suspeito dos atentados terroristas contra as Torres Gêmeas de Nova York e o Pentágono em Washington, no fatídico 11 de Setembro de 2001.

A Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA) também acredita que Bilal Khazal, supostamente treinado nos campos da Al-Qaeda no Afeganistão em 1998, pretendia realizar ataques contra interesses americanos nos Estados Unidos e na Venezuela.