Acordo de Atenas com a comunidade europeia está previsto para breve

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Publicado sexta-feira, 30 de abril de 2010 as 12:36, por: cdb

A Alemanha espera que autoridades do Fundo Monetário Internacional (FMI) e europeias cheguem a um acordo com Atenas no final de semana sobre um programa de austeridade para a Grécia, disse um porta-voz do Ministério das Finanças do país nesta sexta-feira. Um acordo sobre um programa de austeridade é a condição para a liberação de ajuda à Grécia.

Os ministros das Finanças do Eurogroup irão reunir-se no domingo para discutir a Grécia e estão realizando uma conferência preliminar antes, disse o ministro das Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, à Reuters.

– Há uma reunião acontecendo (nesta manhã), uma teleconferência… e no domingo os ministros das Finanças europeu (vão se reunir) – disse Kouchner.

O Fundo Monetário Internacional (FMI), a União Europeia e o Banco Central Europeu (BCE) estão em Atenas negociando um pacote de ajuda para a Grécia.

Austeridade fiscal

A Grécia precisa de medidas de austeridade fiscal para sobreviver, disse o primeiro-ministro grego, George Papandreou, nesta sexta-feira, contrariando sindicatos e oposicionistas que pedem resistência às demandas de aumento de impostos e cortes salariais feitas pela União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI). O país endividado está discutindo com autoridades da UE e do FMI 24 bilhões de euros de medidas de redução de déficit para assegurar um pacote de resgate multibilionário de três anos e evitar a moratória.

– As medidas econômicas que nós precisamos tomar são necessárias para a proteção do nosso país, para o nosso futuro, para nós podermos ficar de pé. Hoje, a prioridade é a sobrevivência da nação. Essa é a linha vermelha – disse Papandreou ao Parlamento, depois do pedido de partidos de oposição para o governo não fazer cortes fiscais agressivos.

Autoridades sindicais disseram que foi pedido que a Grécia que cortasse seu déficit em 10% do PIB no ano fiscal de 2010/2011, aumentando o imposto sobre valor agregado, reduzindo bônus do setor público e congelando o salário de funcionários públicos em troca da ajuda financeira.

– As altas taxas de juros tornaram impossível emprestar dos mercados internacionais – disse o vice-ministro das Finanças Philippos Sachinidis ao Parlamento, acrescentando que o pacote de resgate oferecerá até 120 bilhões de euros à Grécia durante três anos, a taxas de juros razoáveis.