Acesso à Internet por dispositivos móveis dobra no Brasil

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Publicado quarta-feira, 6 de setembro de 2017 as 11:44, por: cdb

A Internet móvel é a principal forma de conexão em 9,3 milhões de residências, principalmente nas classes D/E, na região Norte e nas áreas rurais

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

A proporção de domicílios brasileiros com acesso à Internet sem computador, ou seja, por dispositivos móveis, passou de 7%, em 2014, para 14% em 2016. A banda larga fixa é o tipo de conexão utilizada por 23 milhões das residências do país. Já a Internet móvel é a principal forma de conexão em 9,3 milhões de residências, principalmente nas classes D/E, na região Norte e nas áreas rurais.

A Internet móvel é a principal forma de conexão em 9,3 milhões de famílias

Os dados são da pesquisa TIC Domicílios 2016, divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br); por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

– Os resultados indicam maior presença dos acessos móveis nos domicílios brasileiros; que ocorrem principalmente por meio do uso de telefones celulares. O crescimento da banda larga móvel, contudo; ocorre com maior intensidade entre os domicílios das classes sociais menos favorecidas e em regiões que tradicionalmente apresentam conectividade mais restrita;  como é o caso da região Norte e das áreas rurais – disse o gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa.

Conexões

Os dados apontam também que 54% das residências brasileiras estão conectadas à Internet (36,7 milhões); o que representa um aumento de 3 pontos percentuais (p.p.) na comparação com 2015.

Acesso

A pesquisa mostra que o acesso à rede está mais presente em domicílios de áreas urbanas (59%) e nas classes A (98%) e B (91%). As residências das classes D/E conectadas à Internet são 23%. Enquanto aquelas em áreas rurais chegam a 26%.

Na TIC Domicílios 2016 é possível notar que em 18% das residências conectadas, a Internet também é utilizada pelo domicílio vizinho; prática mais comum em casas localizados em áreas rurais (30%) e na região Nordeste (28%). Entre os principais motivos para não ter Internet, 26% afirmaram que a conexão é cara e 18% destacaram falta de interesse.

Pesquisa

A pesquisa aponta que o uso da Internet por pessoas com 10 anos ou mais passou de 58%, em 2015, para 61%, em 2016. No total, o Brasil conta com 107,9 milhões de usuários de Internet. Em 2016, 93% deles utilizaram o celular para navegar; um aumento de 4 p.p. em relação ao ano anterior. No sentido contrário foi registrada queda no percentual de usuários que acessam a rede por meio de computador, que eram 80% em 2014 e são 57% em 2016.

Segundo o levantamento, o próprio domicílio continua sendo o principal local de acesso à Internet para 92% dos brasileiros;  e a proporção de usuários que acessam da casa de outra pessoa (amigo, vizinho ou familiar) é de 60%.

Entre os usuários de Internet pelo telefone celular, o Wi-Fi se mantém como o tipo de conexão mais mencionado por 86% dos usuários. Outros 70% utilizam a rede 3G ou 4G. Um em cada quatro usuários; o que equivale a 25%, disse ter se conectado exclusivamente por meio de Wi-Fi; hábito que é mais comum entre os de 10 a 15 anos (42%). Outros 11% acessam apenas por redes 3G ou 4G, proporção que é maior entre os de classes D/E (18%).

Usos

As atividades realizadas na rede mais mencionadas foram o envio de mensagens instantâneas (89%) e uso de redes sociais (78%); número estável na comparação com a pesquisa anterior. Em 2016, observou-se que 17% dos usuários usam a Internet para divulgar ou vender produtos ou serviços; enquanto essa proporção era de apenas 7% em 2012.

Outro dado mostra que enquanto 70% dos usuários de Internet de áreas urbanas assistem a vídeos; programas, filmes ou séries on-line, essa proporção é de 56% nas áreas rurais. Ouvir música on-line é uma atividade de por 64% dos usuários de áreas urbanas e 53% de áreas rurais.

– O indicador revela a existência de desigualdades também quanto ao tipo de atividade realizada pelos usuários a depender de condições de infraestrutura, sobretudo; quando se trata de aplicações que requerem velocidades de banda mais alta, como é o caso de streaming de vídeo. Esse é mais um ponto importante para garantir uma plena inclusão digital – afirmou Barbosa.

A pesquisa foi feita por meio de entrevistas em mais de 23 mil domicílios em todo o país, entre novembro de 2016 e junho de 2017.