8/12/2012 Bolívia se prepara para entrar no Mercosul

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Publicado sábado, 8 de dezembro de 2012 as 01:04, por: cdb

?A presidenta Dilma Rousseff recebeu ontem os chefes de Estado dos países do Mercosul e fez questão de saudar a presença da Venezuela, o mais recente membro do bloco. Segundo ela, a partir da participação dos venezuelanos, o Mercosul se estende, agora, até o Caribe, ganhando importância econômica.

“Fico muito feliz em ver que o Mercosul está se consolidando em um ideal de integração cada vez mais sul-americano. Um novo Mercosul está em marcha. (…) Como bloco, somos a quinta economia do mundo. Dispomos de enorme potencial energético e de ampla capacidade de produção de alimentos, além de contar com um parque industrial pujante e diverso. Constituímos também um mercado de grandes dimensões”, afirmou, no encontro que teve, além do Mercosul, a presença dos países associados e dos convidados.

Dilma também deu as boas vindas à Bolívia, que teve o protocolo de sua adesão para se tornar membro pleno do bloco assinado pelos presidentes. Evo Morales, mandatário boliviano, afirmou que o país não hesitou em aceitar o convite do Mercosul e colocou a integração como uma fórmula da América do Sul para enfrentar a crise internacional, já que existe um foco comum no combate a pobreza.

“Vemos com muita alegria que esse desejo de voltar a se unir está presente nos povos americanos aqui reunidos. Nos preenche de satisfação, e queremos aproveitar essa oportunidade de participação. (…) A incorporação da Bolívia ao Mercosul e de outros países é a resposta da região para a crise. Para Bolívia representa uma oportunidade de complementação e de crescimento conjunto”, explicou Evo.

Dilma, que transferiu a presidência pro tempore do Mercosul para o presidente uruguaio José Mujica, ainda destacou a necessidade de se aumentar a integração em setores como o comércio e das cadeias produtivas, melhorando a competitividade. Ela ainda anunciou duas iniciativas que serão adotadas: o Sistema Integrado de Mobilidade Acadêmica do Mercosul (SIM Mercosul), para ampliar os programas regionais de bolsa de estudos, e a criação da Rede Mercosul de Pesquisa. 

“Tudo isso exige também inovação tecnológica, aperfeiçoamento dos processos produtivos, expansão de nossa infraestrutura logística, capacitação massiva em áreas técnicas dos nossos povos e em setores estratégicos. Tudo isso sem renunciar às nossas políticas econômicas e sociais de inclusão e de redução das desigualdades”,  completou.