600 policiais irão vigiar restaurantes na Argentina

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Publicado sexta-feira, 5 de dezembro de 2003 as 01:30, por: cdb

A Polícia Federal Argentina destinará mais ou menos 600 agentes para custodiar os restaurantes de Buenos Aires com o objetivo de evitar roubos, depois que foram cometidos vários assaltos nos últimos dias, informaram fontes oficiais.

Como parte de um plano destinado a combater estes tipos de atos ilícitos, a medida foi anunciada em uma entrevista coletiva pelo Secretário de Segurança argentino, Norbero Quantin, junto com diretores da Associação de Hotéis, Restaurantes, Confeitarias e Cafés, funcionários do governo portenho e da Polícia Federal.

O destacamento de policiais para custodiar restaurantes procura proteger os estabelecimentos porque ‘foram atacados com uma modalidade delitiva que parecia esquecida, mas que renasceu brutalmente, com uma sanha que todos lamentamos’, explicou Quantin.

A medida sugere também aos proprietários de restaurantes e similares que instalem câmaras de circuito fechado nas portas dos restaurantes e incentivem o pagamento com cartão de crédito para não ter dinheiro em caixa.

Além disso, prevê a distribuição de uma folha de instruções da Polícia Federal com 10 conselhos destinados a prevenir os roubos, para que possa ser consultada pelos proprietários e os clientes.

Nos últimos dias, aconteceu uma série de roubos a restaurantes e confeitarias da capital argentina, que deixaram dois clientes mortos.

Um dos casos é o de Carlos Godino, de 62 anos, que na sexta-feira passada foi assassinado diante de sua família ao resistir ao roubo de seu relógio em uma concorrida pizzaria do bairro de Villa Urquiza, onde aconteceu outro assalto a um restaurante.

Quantin disse que a partir de 2 de janeiro se juntarão mais policiais a estas tarefas de vigilância e que serão atribuídos de acordo com a concentração de restaurantes que haja em cada zona da cidade.

A intenção do funcionário é conseguir a colaboração dos comerciantes, dos clientes e dos proprietários para denunciar os atos ilícitos e desta maneira elaborar um mapa de prevenção do delito.

Depois da desvalorização da moeda local, em janeiro de 2002, que acabou com a conversibilidade monetária que durante 10 anos atou o peso e o dólar em uma relação de um por um, muitos turistas estrangeiros visitaram o país e a previsão das autoridades é que esta situação aumente durante o verão.

– A pior imagem do país que se pode dar é que um turista venha e seja assaltado – falou Quantin.