17 turistas desaparecidos são encontrados na Argélia

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Publicado quarta-feira, 14 de maio de 2003 as 08:43, por: cdb

Um grupo de 17 turistas europeus, incluindo 10 austríacos, seis alemães e um sueco, foi encontrado na Argélia, disseram autoridades na quarta-feira. Eles haviam desaparecido em fevereiro.

– Eles foram libertados após negociações com os sequestradores – afirmou uma fonte militar argelina na cidade de Illizi, 1.200 quilômetros ao sul de Argel – Não foi necessário o uso da força.

O país não chegou a anunciar oficialmente se os turistas haviam sido sequestrados ou estariam perdidos no deserto. Os governos europeus também nunca anunciaram formalmente o sequestro de seus cidadãos. Autoridades argelinas primeiro disseram que estavam negociando com bandidos, mas depois voltaram atrás e disseram que não havia negociação.

No total, 32 turistas europeus — 16 alemães, 10 austríacos, quatro suíços, um holandês e um sueco — desapareceram no final de fevereiro e começo de março em uma desértica região no sul da Argélia, famosa por suas covas antigas.

O paradeiro dos outros 15 turistas não está claro, mas o ministro do Interior da Alemanha, Otto Schily, disse à televisão de seu país que há “esperança justificável de que os outros turistas sejam libertados em breve”.

O Ministério do Interior da Argélia não comentou o assunto.

Os turistas desapareceram quando viajam em grupos diferentes. Fontes militares e diplomáticas acreditavam que eles estavam sendo mantidos em dois grupos separados perto das cidades de Illizi e Tamarasset por rebeldes armados ou bandidos locais.

O grupo foi libertado e levado para Argel na noite de terça-feira, disse uma autoridade argelina, acrescentando que todos estão bem, mas alguns “extremamente exaustos”.

Milhares de soldados foram deslocados para procurar os desaparecidos, porque a Argélia teme que os sequestros afetem a indústria de turismo.

O país, rico em petróleo, tenta se recuperar de mais de uma década de violência, durante a qual mais de 100 mil pessoas foram mortas após o cancelamento de eleições gerais que deveriam consagrar a vitória de radicais islâmicos.