14 de Março: Dia Internacional de Luta contra as Barragens, pelos rios, pela água e pela vida

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sexta-feira, 9 de março de 2012 as 11:26, por: cdb

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)convoca todas as entidades, organizações, pastorais, redes, ativistas emovimentos sociais a inserirem-se e nos ajudarem a realizar as mobilizações quemarcarão o Dia Internacional de Lutas Contra as Barragens, pelos rios, pelaágua e pela vida, na jornada do 14 de março. Nesta data, populaçõesatingidas por barragens do mundo inteiro denunciam o modelo energético que,historicamente, tem causado graves consequências sociais, econômicas, culturaise ambientais. Segundo o relatório da Comissão Mundial de Barragens (órgãoligado à ONU), no mundo, cerca de 80 milhões de pessoas foram atingidas diretaou indiretamente pela construção de usinas hidrelétricas.

Os últimos anos foram marcados pelo avanço dasgrandes empresas nacionais e estrangeiras no controle das riquezas naturais eminerais, da água, das sementes, dos alimentos, do petróleo e da energiaelétrica. Todos estes bens tornam-se mercadorias e são explorados pelos setoresda indústria que se abastecem com o alto consumo de energia. A atual crise docapitalismo mostra o quanto este modelo de produção e consumo é insustentável einsano, centrado apenas no lucro de poucos. Para o MAB é necessário construirum novo modelo de desenvolvimento, centrado na busca de condições dignas devida para a classe trabalhadora.

Movimentos de resistência contra este modelo sefortalecem e agora, mais do que nunca, faz-se necessária a realização degrandes jornadas de lutas que deverão ir para além do 14 de março, devemavançar para a Rio+20, que acontece em junho no Rio de Janeiro, e para combatertodas as estruturas injustas desta sociedade. Em se tratando do modeloenergético, a crise nas atividades econômicas abrem a possibilidade de discutiruma reestruturação profunda, que parta das necessidades reais de superação dascontradições do atual modelo e que carregue os princípios da soberaniaenergética a partir de um projeto popular.

Cada vez mais nosso compromisso é de nosorganizarmos e de nos inserirmos nas lutas contra as transnacionais, pelosdireitos dos trabalhadores, na defesa dos rios, da água e da vida. Asmanifestações da semana do 14 de março serão realizadas para pedir solução paraa enorme dívida social e ambiental deixada pelas usinas já construídas e parafortalecer a luta por um outro modelo energético. Portanto, essa luta não éapenas da população atingida pelos lagos, pois todo o povo é atingido pelasaltas tarifas da energia, pela privatização da água e da energia, pelo dinheiropúblico investido em obras privadas. Cabe a nós fazermos a luta de resistênciae construirmos um novo modelo energético e de sociedade!

Águas para vida, não para morte!
Água e energia não são mercadorias!
Leia a convocatória em inglês e em espanhol.

14 de Março: Dia internacional de luta contra as barragens, pelos rios, pela água e pela vida

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012 as 14:03, por: cdb

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) convoca todasas entidades, organizações, pastorais, redes, ativistas e movimentos sociais ainserirem-se e nos ajudarem a realizar as mobilizações que marcarão o DiaInternacional de Lutas Contra as Barragens, pelos rios, pela água e pela vida,na jornada do dia 14 de março. Nesta data, populações atingidas por barragensdo mundo inteiro denunciam o modelo energético que, historicamente, tem causadograves conseqüências sociais, econômicas, culturais e ambientais. Segundo orelatório da Comissão Mundial de Barragens (órgão ligado à ONU), no mundo,cerca de 80 milhões de pessoas foram atingidas direta ou indiretamente pelaconstrução de usinas hidrelétricas.

Os últimos anos foram marcados pelo avanço das grandes empresasnacionais e estrangeiras no controle das riquezas naturais e minerais, da água,das sementes, dos alimentos, do petróleo e da energia elétrica. Todos estesbens tornam-se mercadorias e são explorados pelos setores da indústria que seabastecem com o alto consumo de energia. A atual crise do capitalismo mostra oquanto este modelo de produção e consumo é insustentável e insano, centradoapenas no lucro de poucos. Para o MAB é necessário construir um novo modelo dedesenvolvimento, centrado na busca de condições dignas de vida para a classetrabalhadora.

Movimentos de resistência contra este modelo se fortalecem eagora, mais do que nunca, faz-se necessária a realização de grandes jornadas delutas que deverão ir para além do 14 de março, devem avançar para a Rio + 20,que acontece em junho no Rio de Janeiro, e para combater todas as estruturasinjustas desta sociedade. Em se tratando do modelo energético, a crise nasatividades econômicas abre a possibilidade de discutir uma reestruturaçãoprofunda, que parta das necessidades reais de superação das contradições doatual modelo e que carregue os princípios da soberania energética a partir deum projeto popular.

Cada vez mais nosso compromisso é de nos organizarmos e denos inserirmos nas lutas contra as transnacionais, pelos direitos dostrabalhadores, na defesa dos rios, da água e da vida. As manifestações da semana do 14 de marçoserão realizadas para pedir solução para a enorme dívida social e ambientaldeixada pelas usinas já construídas e para fortalecer a luta por um outromodelo energético. Portanto, essa luta não é apenas da população atingida peloslagos, pois todo o povo é atingido pelas altas tarifas da energia, pelaprivatização da água e da energia, pelo dinheiro público investido em obras privadas.Cabe a nós fazermos a luta de resistência e construirmos um novo modeloenergético e de sociedade!

Águas para vida, não para morte!Água e energia não sãomercadorias!

MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens – Brasil