­­­­­­­­­­­­­­Queda da Selic marca economia em 2003

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Publicado terça-feira, 30 de dezembro de 2003 as 09:23, por: cdb

A taxa Selic iniciou 2003 em 25% ao ano. Mas esse percentual não durou muito tempo. Em 22 de janeiro de 2003 o Comitê de Política Monetária (Copom) resolveu aumentar a taxa de juros básicos da economia brasileira, a Selic, em meio ponto percentual, passando-a para 25,5 por cento ao ano, sem viés.
 
E como se não bastasse em fevereiro o Banco Central decidiu, por unanimidade, após uma reunião de mais de cinco horas de duração, aumentar a taxa básica de juros de 25,5% para 26,5% ao ano. Já em março e maio o Copom manteve a taxa inalterada.
 
Nesse período, quando questionado sobre a Selic, o ministro da Fazenda, Antônio Palocci declara: “Quero matar e esquartejar a inflação”. Palocci afirma que ao combater a inflação é possível sustentar o crescimento econômico. “É um erro pensar que o crescimento só é possível com a redução dos juros”, disse o ministro.
 
Em junho o ministro do Planejamento, Guido Mantega, projeta que a taxa real de juros, taxa básica descontados os efeitos da inflação, até o final de 2004 cairá para 8,5%, que no mês era de 12%. Ele também prevê que a taxa básica de juros poderia chegar, em dezembro, à 16,5%. Isso, no momento, parecia um pouco difícil, mas quem sabe no futuro…
 
As coisas começam a melhorar. O Copom, em julho, decidiu novamente, por unanimidade, reduzir a taxa básica de juros da economia (Selic) de 26% para 24,5% ao ano. Uma outra redução tão alta só ocorreu em junho de 1999, quando a taxa caiu de 23,5% para 22% ao ano.
 
E caiu mais. Em agosto, o Copom reduz a Selic para 22% ao ano. Esta é a terceira queda consecutiva da taxa. O novo patamar é o menor desde dezembro de 2002.
 
E diminui ainda mais nos próximos meses. Em Setembro caiu para 20% ao ano, o menor índice desde setembro de 2002. Em Outubro para 19% e novembro para 17,5%. Com o resultado, a queda acumulada da Selic, desde junho, soma 8,5 pontos percentuais. Essa foi a sexta queda consecutiva da taxa.