Yankees são os que mais gastam com turismo no Brasil

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Publicado quarta-feira, 15 de agosto de 2001 as 21:05, por: cdb

Os turistas estrangeiros deixaram no país, no ano passado, cerca de US$ 4 bilhões, com um gasto médio diário de US$ 84, segundo revela estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). Somente os norte-americanos, no topo da lista, gastaram com US$ 122 por dia, seguidos pelos chilenos (US$ 115) e ingleses (US$ 110). Os portugueses aparecem em sétimo lugar, com US$ 79 por dia.
De acordo com o estudo, 57% vieram ao país fazer turismo, 72% dos quais estimulados pelos atrativos turísticos e 14% pelo ecoturismo. As cidades mais visitas foram Rio de Janeiro (34%), São Paulo (19%), Florianópolis (18%), Salvador (13%) e Foz do Iguaçu (12%).
Com uma renda média anual em torno de US$ 30 mil, os turistas permaneceram cerca de 12 dias no país.
As principais reclamações registradas foram a falta de sinalização turística (13%), o transporte urbano (11%), segurança pública (10%), limpeza urbana (10%), comunicações(8%), aeroportos (6%), táxi (5%), diversões noturnas (4%) e comércio (3%).

PESQUISA INÉDITA

Pesquisa inédita sobre a imagem do Brasil em 22 países começa nesta quarta-feira na Austrália, disse o presidente do Instituto Sensus, Ricardo Guedes.
O levantamento de campo em todos os países deve ser concluído no dia 30 de setembro e os resultados conhecidos até o final de novembro.
“Nesse momento de internacionalização da economia, é importante conhecer o que a opinião pública mundial pensa sobre o Brasil”, afirmou Guedes.
A pesquisa inédita no Brasil e a quarta do gênero já realizada no mundo, de acordo com o presidente da Sensus, será patrocinada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), entidade patronal que representa o setor no país.
O levantamento será realizado nos Estados Unidos, Argentina, México, Inglaterra, França, Alemanha, Itália, Portugal, Rússia, Espanha, Suécia, Síria, Egito, Nigéria, África do Sul, China, Índia, Israel, Japão, Coréia do Sul, Indonésia e Austrália, por meio da contratação de institutos de pesquisa locais e de consultores internacionais.
A estimativa é de que o custo do projeto seja de US$ 8 mil em média por país.
“Será um levantamento inédito, com a mesma metodologia de pesquisa, com base em padrões internacionais, levando em conta a diversidade de cada país”, ressaltou Guedes, citando como exemplo critérios de zona rural e urbana, sexo, idade e escolaridade.
Também contratado pela CNT, o Sensus, de Belo Horizonte, realiza atualmente levantamentos nacionais sobre temas atuais. Em 1992, o instituto fez pesquisas sobre as eleições presidenciais em Angola.