Xuxa rouba a cena em apresentação de enredos das escolas de samba do RJ

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Publicado terça-feira, 23 de setembro de 2003 as 05:13, por: cdb

Com uma constelação de atrizes, atores e modelos no palco, as 14 escolas de sambas do Grupo Especial do Rio apresentaram na noite desta segunda-feira, no Canecão, os seus enredos para o carnaval 2004.

Xuxa – homenageada pela Caprichosos de Pilares -, Suzana Vieira, Luana Piovani, Claudia Raia e Edson Celulari, Luma de Oliveira, Lúcio Mauro, Antonio Pedro e Ivone Hoffman foram alguns dos que participaram das apresentações.

Emocionada, Xuxa – que entrou no palco ao som de ‘Lua de cristal’, em ritmo de samba, cantando por Jackson Martins – agradeceu a homenagem e disse que esperava conseguir ficar de pé no dia do desfile.

A noite começou com o carnavalesco Milton Cunha, da São Clemente, que levou algumas fantasias para ilustrar seu enredo, que mistura a corte de Maurício de Nassau e o boi voador com personagens dos nossos dias, como o ET de Varginha.
 
A Tradição – rendendo homenagens à Portela, da qual se originou – subiu ao palco e cantou ‘Contos de areia’ (samba de 1984 da escola de Osvaldo Cruz), em memória de Paulo da Portela, Natal e Clara Nunes.

O Império Serrano encenou o encontro de Ari Barroso e Silas de Oliveira, autores, respectivamente, de ‘Aquarela do Brasil’ e ‘Aquarela brasileira’. O samba-exaltação inspirou o samba-enredo de 1964, que será cantando de novo pela verde-e-branco.
 
A Portela – outra escola que decidiu reeditar um enredo, o de 1970 – mostrou um pouco do que será ‘Lendas e mistérios da Amazônia’.

A Tijuca botou um ‘Einstein’ no palco e explicou tudo: o enredo é sobre a imaginação criadora das invenções.
 
A Porto da Pedra optou por um carteiro, que saiu do meio do público e tinha um cachorro (de espuma) preso à perna, para falar direto do seu tema: a correspondência.
 
Luana Piovani, vestida de piloto, com capacete nas mãos, leu o texto do Salgueiro, cujo enredo é o
álcool, combustível limpo.
 
A apresentação da Mocidade – um enredo-cidadão sobre a necessidade da educação para o trânsito – foi feita pelo carnavalesco Chico Spinosa, ladeado pela nova madrinha, Luma de Oliveira, e ritmistas da escola.
 
Na vez da Grande Rio, Joãosinho Trinta levou Suzana Vieira para anunciar o enredo sobre camisinha. O enredo, em ritmo de marchinha de carnaval, lembra Chacrinha: ‘Bota a camisinha, bota meu amor…’.
 
A Viradouro – que cantará em 2004 o samba da Unidos de São Carlos ‘Festa do Círio de Nazaré’ – convidou o ator, paraense, Lúcio Mauro para a apresentação. O samba foi cantado por um coral. Lúcio ficou com os olhos cheios de lágrimas.
 
Na Imperatriz, coube à atriz Ivone Hoffman apresentar ‘Breazail’, sobre a cor vermelha, o pau-brasil e Cabo Frio. Com um grande livro nas mãos, parecia ler uma história resgatada de tempos muito antigos.
 
A Mangueira, que teve Antonio Pedro como uma espécie de mestre-de-cerimônias, entrou no palco do Canecão com um trem cenográfico, para falar de Minas Gerais e da Estrada Real. Tinha foguista (Elmo, ex-presidente da escola), maquinista (Alvinho, atual presidente), turista (Max, o carnavalesco), JK (Carlinhos de Jesus, coreógrafo) e dona Sarah (Giovana, porta-bandeira).
 
O casal Claudia Raia e Edson Celulari apresentou o enredo da campeã de 2003, a Beija-Flor, sobre a Amazônia. Ao lado dos atores, crianças da escola de Nilópolis se exibiram fantasiadas de índios.
 
Abaixo, a lista dos enredos para o próximo carnaval:

São Clemente – ‘Boi voador sobre o Recife: cordel da galhofa nacional’, de Milton Cunha

Caprichosos – ‘Xuxa e seu reino encantado no carnaval da imaginação’, de Cahê Rodrigues

Unidos da Tijuca – ‘O sonho da criação e a criação do sonho: a arte da ciência no tempo do impossível’, de Paulo Barros

Salgueiro – ‘A cana que aqui se planta tudo dá… até energia. Álcool, o combustível do futuro’, de Renato Lage e Márcia Lávia

Grande Rio – ‘Vamos vestir a camisinha, m