Woody Allen pode realizar documentário sobre prêmio no próximo ano

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Publicado terça-feira, 14 de outubro de 2003 as 02:17, por: cdb

O cineasta americano Woody Allen comunicou à Fundação Príncipe de Astúrias seu desejo de participar de ‘algo importante’, talvez da realização de um documentário, no próximo ano nas Astúrias, com vistas à comemoração do 25º aniversário do prêmio que levam o nome do herdeiro da Coroa espanhola.

Allen, que na última segunda-feira recebeu em Nova York uma delegação asturiana encabeçada pelo presidente do Principado, Vicente Alvarez Areces, protagonizou um fato considerado insólito pelos que conhecem seu peculiar método de trabalho ao receber no cenário de filmagem pessoas alheias ao filme.

Além de Areces, Allen, agraciado com o Prêmio Príncipe de Astúrias das Artes de 2002, cumprimentou com afeto o presidente e o diretor da Fundação, José Ramón Alvarez Rendueles e Graciano García respectivamente, e vários jornalistas que acompanhavam a delegação e que puderam presenciar a filmagem de duas tomadas da cena inicial de seu novo filme, que ainda não tem título.

O diretor nova-iorquino interrompeu seu trabalho para receber a delegação asturiana na porta do restaurante típico francês ‘Pastis’, no bairro de Old Meat Market, sul de Manhattan, e afirmou, antes de retomar a filmagem, que tem muita vontade de voltara a Astúrias, onde há quase um ano recebeu o prêmio.

O autor de ‘Manhattan’ perguntou aos representantes da Fundação como é o tempo nas Astúrias e em Barcelona no verão, onde poderia filmar seu próximo projeto cinematográfico, se prosperarem as ‘muito avançadas’ negociações que mantém com a Lauren Films, distribuidora de seus filmes na Espanha, e cujo proprietário, Tony Llorens, também participou da visita.

Nesta conversa informal com a delegação asturiana, Woody Allen se interessou também pelos preparativos da próxima cerimônia de entrega dos Prêmios, em Oviedo no dia 24 de outubro.
Mostrou-se muito satisfeito com o encontro que teve na última quinta-feira com o Príncipe de Astúrias, a quem ofereceu um jantar privado que se prolongou durante quatro horas em seu domicílio de Nova York.

Em relação à filmagem, o cineasta americano revelou, sempre com bom humor, que embora se trate de uma cena noturna que abre o filme, realizam a filmagem de dia cobrindo com lonas opacas as luzes do estabelecimento porque assim fica ‘mais barato’ já que para fazê-lo à noite teriam que pagar horas extras aos atores e seus sindicatos são ‘muito rigorosos’.