Violência volta a agitar o Iraque antes das eleições

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Publicado quinta-feira, 13 de janeiro de 2005 as 10:54, por: cdb

Pelo menos 12 pessoas morreram nas últimas 24 horas no Iraque em violentas ações que visam a prejudicar as eleições marcadas para o próximo dia 30 deste mês de janeiro. No final da noite desta quarta-feira rebeldes assassinaram funcionários ligados ao aiatolá Ali al Sistani, um dos mais influentes líderes religiosos iraquianos, de orientação xiita, segundo informação da polícia na manhã desta quinta-feira.

O xeque Mahmoud al Madahini, seu filho e mais quatro guarda-costas foram mortos a tiros em Salman Pak –a dez quilômetros da capital Bagdá, o local é conhecido pelos roubos e seqüestros freqüentes.

Os seis foram atacados quando voltavam para casa após as orações da noite, segundo informações de um religiosos que pediu para não ter seu nome divulgado. Ele também afirmou que o xeque havia sido ameaçado diversas vezes de assassinato, segundo a agência de notícias France Presse.

Al Sistani criou uma coalizão xiita para concorrer nas eleições iraquianas, previstas para 30 de janeiro, que envolvem 228 candidatos. Ao contrário dos sunitas, os políticos xiitas não querem que as eleições sejam adiadas no Iraque, onde a maioria da população segue esse ramo do islamismo.

A 17 dias para as eleições, as ações rebeldes que tentam anular –ou pelo menos adiar– as eleições iraquianas, tornam-se uma batalha cada vez mais difícil para os americanos, que não conseguem impor segurança no país. Até agora, os ataques dos insurgentes já causaram a morte de vários chefes da polícia, funcionários do governo e até de membros do conselho eleitoral iraquianos.

Na manhã desta quinta-feira, homens armados mataram seis pessoas e seqüestraram um empresário turco durante uma ação em um hotel no centro de Bagdá, segundo informações da polícia local.

A ação aconteceu às 6h30 [1h30 de Brasília] quando agressores abriram fogo contra um microônibus que tinha ido ao local buscar o empresário, identificado pela polícia como Abdulkadir Tanrikulu. Pelo menos dez homens participaram do seqüestro.

Cinco das pessoas mortas eram funcionários iraquianos que trabalhavam para o empresário, dono de uma construtora. A outra vítima era o motorista do microônibus. Os agressores tiraram os corpos do ônibus, levando esse veículo e mais dois com eles.Um canal de notícias turco informou que os negócios de Tanrikulu envolviam parcerias com autoridades americanas.