Vigilantes de hospitais entram em greve

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quinta-feira, 13 de janeiro de 2005 as 11:26, por: cdb

Cerca de dois mil vigilantes de unidades hospitalares do Estado e município cruzaram os braços nesta quinta-feira, em protesto pelos três meses de salários atrasados, bem como atraso no 13º salário e falta de pagamento do vale transporte e tíquete refeição. Equipes do Sindicato dos Vigilantes do Rio percorreram nesta quinta os hospitais do Rio e constataram que no Hospital do Andaraí, administrado pela Prefeitura, e no Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, o efetivo de segurança foi reduzido pela metade porque os vigilantes da empresa FreePort se recusam a trabalhar enquanto não receberem os pagamentos atrasados.

Os hospitais mais afetados com a paralisação da segurança hoje serão: no Centro, o Souza Aguiar; na Zona Norte, o Salgado Filho (Méier); na Zona Sul, os Hospitais da Lagoa e Miguel Couto (no Leblon); na Zona Oeste, os Hospitais Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, e Cardoso Fontes, em Jacarepaguá. Diversos Postos de Assistência Médica (PAMs), como o de Madureira, Del Castilho, Irajá e Botafogo, confirmaram ao Sindicato dos Vigilantes a adesão ao movimento grevista.

O problema vem ocorrendo porque há seis meses os governos municipal e estadual não repassam as verbas às empresas fornecedoras e terceirizadas, prejudicando assim cerca de três mil vigilantes da área de saúde. Segundo o presidente do Sindicato, Fernando Bandeira, a dívida com os trabalhadores já chega a R$ 15 milhões.

Ao longo do ano passado, vigilantes e diretores do Sindicato protestaram, várias vezes, em frente as secretarias municipal e estadual de Saúde, cobrando o repasse das verbas às empresas de segurança. As irregularidades foram denunciadas pelo Sindicato ao Ministério Público do Trabalho e ao Tribunal de Contas do Município e do Estado.