Viés ideológico explica defesa dos interesses dos rentistas

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Publicado quinta-feira, 1 de setembro de 2011 as 07:45, por: cdb

Somente um viés ideológico – para não dizer a defesa de interesses dos rentistas e do capital financeiro – explica a postura de parte da mídia com relação aos juros no Brasil. Salta à vista que eles precisam cair. Mais, e logo (o COPOM os reduziu em 0,5% ontem), já que a conjuntura internacional mudou e muito.

Para conferir o acerto da redução basta olhar a decisão do FED (banco central norte-americano) de manter os Estados Unidos com juros negativos a médio prazo. Isso mesmo, negativos! A deliberação busca estimular a economia e não prevê mudanças (nos juros deles) até 2013, o que convenhamos é uma decisão para um cenário longo na atual conjuntura mundial.

No Brasil estamos no rumo certo com as medidas fiscais tomadas pelo governo sob riscos de uma maior valorização do real – até pelas medidas adotadas nos EUA e pelos fundamentos de nossa economia e empresas.

Preferência de investidores comprova acerto de nossa política

Demonstração desse acerto é a pesquisa divulgada hoje, que mostra que nosso país, entre os demais BRICS (Rússia, Índia, China e África do Sul), é o destino preferido pelos investidores americanos (vejam post abaixo, Brasil, cada vez mais o preferido dos investidores).

Para nós só havia mesmo uma saída – começar a diminuir já os juros, o que o BC fez em boa hora. É sempre bom lembrar que taxas Selic mais altas significam mais gastos com o pagamento dos juros da divida interna, o que na prática anula todo esforço fiscal do governo. Já a redução dos juros, pelo contrário, fortalece ainda mais o esforço fiscal da gestão da presidenta Dilma Rousseff.

Da mesmo forma a manutenção de um crescimento de pelo menos 4% e do aumento do salário mínimo propostos no Orçamento Geral da União enviado ao Congresso nacional, confirmam a continuidade do esforço fiscal do governo.

Mínimo sobe 13,6% no ano que vem

Ao entregar aos presidentes do Senado e da Câmara a proposta de Orçamento Geral da União 2012, a  ministra do Planejamento, Miriam Belchior, confirmou que o salário mínimo proposto pelo governo para o próximo ano é de R$ 619,21, um aumento de 13,6% sobre os R$ 545,00 atuais.

Temos aí indicações claras de que o governo continua apostando no mercado interno e no aumento do emprego e da renda, condições indispensáveis e necessárias  para enfrentar a crise atual, já que o cenário mundial é de baixo crescimento e de riscos de queda do preço das commodities.