VI Jogos Indígenas são realizados em Palmas

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Publicado sábado, 1 de novembro de 2003 as 19:18, por: cdb

A cerimônia de abertura dos VI Jogos Indígenas será 17h30 (horário local), na arena da Praia da Graciosa, Palmas. O estado de Tocantins não adotou o horário de verão.

Os 1.200 índios de aproximadamente 50 etnias que participam dos jogos estarão caracterizados no desfile de abertura. A população de Palmas e visitantes de todo o país vão prestigiar o evento.

Os jogos indígenas realizam-se desde outubro de 1996, sob o patrocínio do Ministério do Esporte, em parceria com as prefeituras e apoio da Funai, responsável pela mobilização dos participantes do evento. A primeira edição foi em Goiânia, com a participação de representantes de 25 etnias e mais de 400 atletas.

Na noite desta sexta-feira, realizou-se a cerimônia de acendimento do fogo simbólico, que representa a união dos povos indígenas com o restante da população. Coube aos índios da etnia Rikbaktsa acender o fogo.

Para Eriberto Nabita Rikbakta, professor indígena de uma aldeia Rikbaktsa em Brasnorte (MT), o fogo significa a vida e a resistência do povo.

— O cacique da minha aldeia me ensinou há muito tempo que este fogo simboliza a união entre os povos indígenas desde o início dos tempos. Fogo significa vida, a resistência do povo indígena que ainda enfrenta massacres — explicou.

Durante a cerimônia, os índios Pataxó apresentaram três danças características de boas vindas aos visitantes e propondo a integração de todos os povos e etnias.

A dança foi preparada para receber o governador do estado do Tocantins, Marcelo Miranda, o embaixador do Japão no Brasil, Tadashi Ikeda, e o Secretário do Esporte de Tocantins, Jayme Lourenço.

Eles visitaram a aldeia olímpica na Praia da Graciosa, onde foram construídas 32 ocas, e foram recepcionados pelos organizadores dos Jogos, Carlos e Marcos Terena. Os índios Karajá e os Enawêne-Nawe também receberam as autoridades.

Os Terena aproveitaram para mostrar a qualidade da manga Borbom, que produzem em Mato Grosso, sem nenhum agrotóxico. Eles vendem a produção para São Paulo e Rio de Janeiro.

As informações foram transmitidas por equipe de estudantes da Universidade Católica de Brasília, que fazem a cobertura jornalística do evento.