VGBLs lideram crescimento de planos de previdência privada

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Publicado segunda-feira, 10 de janeiro de 2005 as 15:18, por: cdb

Balanço de novembro da Associação Nacional da Previdência Privada (Anapp) confirma a liderança dos Vida Geradores de Benefício Livre (VGBLs) na preferência do poupador brasileiro. Até o penúltimo mês de 2004, as reservas desse tipo de plano subiram 106,3%, passando para R$ 16,9 bilhões. Agora, os VGBLs passam a participar com 29% do total de recursos depositados no sistema.

Os Planos Geradores de Benefício Livre (PGBLs) vêm em seguida, com 27% do volume de contribuições. Ainda na liderança, os planos tradicionais detêm 45% das provisões das carteiras da previdência complementar aberta. No acumulado do ano, a cesta de produtos das empresas de previdência recebeu contribuições que elevaram as reservas para R$ 58,7 bilhões, alta de 39,4% sobre o mesmo período de 2003, o que confirma a expectativa da Anapp de que o sistema deve fechar o ano com provisões em torno de R$ 60 bilhões. No final de 2003, as reservas eram de R$ 48 bilhões.

O número de planos computados no sistema totalizou 7.053.332 – crescimento 16,5% sobre o número registrado em novembro de 2003. Nos planos corporativos a alta foi mais robusta, de 81.061 planos no ano anterior, para 114.589 no acumulado de 2004; alta de 41,3%. Os planos individuais representam 77% dos valores do sistema, contra 19% dos empresariais e 4% dos voltados para menores de idade.

Captação

Até novembro, as novas contribuições para os planos previdenciários somavam R$ 15,9 bilhões, o que representa uma expansão de 28,47% sobre o mesmo período do ano anterior. Esse número já supera o total arrecadado em 2003, que foi de R$ 14,6 bilhões. A expectativa da Anapp é a de que os volumes captados cheguem a R$ 17 bilhões em 2004.

Como já era esperado, os VGBLs lideraram a captação em novembro. Nessa modalidade, foram aportados novos recursos que somaram R$ 8,7 bilhões no acumulado de 2004, uma alta de 57,4% sobre igual período de 2003. Nos PGBLs a captação foi de R$ 4 bilhões (crescimento de 6%), enquanto os Fapis (Fundos de Aposentadoria Programada Individual) e os planos tradicionais foram responsáveis pela captação de R$ 7,3 bilhões, o que mostra uma expansão de 5,3%.

Em termos de participação na entrada de novos recursos, os VGBLs também lideram, com 55% do total aportado. Na segunda colocação aparecem os PGBLs, com 26%, seguidos de perto pelos planos tradicionais, que obtiveram uma representatividade de 19%.

Segundo os dados da Anapp, os planos individuais foram responsáveis por 28% dos ingressos de novos recursos. Já os planos empresariais receberam R$ 2,9 bilhões, um crescimento de 27,4% sobre os 11 primeiros meses de 2003. E apesar de terem pouca representatividade no acumulado das contribuições, os planos destinados aos menores de idade subiram 45% no período, para R$ 392,8 bilhões.

Aplicações

De acordo com o balanço de novembro da Anapp, a carteira de investimentos das empresas privadas de previdência complementar aumentou seus recursos em 38,33%, para R$ 63,2 bilhões. Os recursos oriundos das contribuições feitas para os planos VGBL foram de R$ 16,8 bilhões, enquanto para os PGBLs e Fapis o montante somou R$ 15,8 bilhões e R$ 448,9 milhões, respectivamente. Os investimentos feitos com o dinheiro dos planos tradicionais somou R$ 30,1 bilhões.

Entre as empresas que mais captaram no acumulado de 2004 a Bradesco Vida e Previdência aparece em primeiro lugar, tendo captado o correspondente a 36% do total de novos aportes. Em seguida vem a Itaú Vida e Previdência com 17%; Brasilprev com 11% e Unibanco, que recebeu 8% do total de recursos.