Vasco é o melhor do Rio

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Publicado domingo, 23 de março de 2003 as 19:29, por: cdb

Num jogo marcado por lances violentos, confusão generalizada e muitos erros de arbitragem, o Vasco superou o Fluminense por 2 x 1, na tarde deste domingo, no Maracanã, e se sagrou campeão carioca, título que não conquistava desde 1998.

O detalhe é que o time cruzmaltino poderia até perder por um gol de diferença para ficar com a taça, mas os gols de Léo Lima e Souza – Ademílson descontou – puseram fim à síndrome do vice, que incomodava os vascaínos desde 1999, quando teve início a seqüência de três derrotas para o Flamengo na final do estadual.

Nos instantes iniciais, a impressão era de que a necessidade de uma vitória por dois gols de diferença era do Vasco, que armou uma verdadeira blitz no ataque. Aos 40 segundos, Souza arriscou de fora da área e Kléber defendeu com dificuldade. O Fluminense mal passou do meio-campo e o time cruzmaltino já havia recuperado a bola. Marcelinho tocou para Marques, dentro da área, mas o atacante não conseguiu dominar a bola.

Na seqüência, Djair foi sair jogando e acertou a cabeça do árbitro Samir Yarak, que estava de costas. A bola sobrou para Marcelinho, que chutou forte de fora da área, Kléber falhou e deu rebote. Léo Lima agradeceu e escorou para o fundo do gol.

O Tricolor não se abalou com o aumento da desvantagem e foi com tudo para o ataque. Aos 4 min, Fábio Bala recebeu na área, girou sobre Henrique e cruzou para Ademílson completar. O gol, no entanto, não foi validado porque o auxiliar Élson Passos marcou falta de Bala sobre o marcador vascaíno, antes do cruzamento.

Minutos depois de o Vasco ter um gol de Wellington Paulo corretamente anulado, Marcelinho cruzou na área para Souza, que se esticou todo e tocou com a ponta da chuteira, para fora. Aos 21 min, quando parecia que a equipe cruzmaltina estava próxima do segundo gol, Marcão roubou a bola de Marcelinho, puxou o contra-ataque e lançou Fábio Bala. O atacante tricolor ganhou na corrida do zagueiro Alex e, na saída do goleiro Fábio, tocou para Ademílson, impedido, empatar o jogo.

Consciente em campo, o Vasco soube conter o ímpeto da equipe tricolor, que continuava encontrando dificuldades para fugir da marcação, principalmente Carlos Alberto. Aos 28 min, Kléber falhou novamente num fraco chute de Marques. No rebote, no entanto, Souza, sem ângulo, não conseguiu desviar a bola do goleiro.

Apesar de algumas jogadas violentas e discussões entre os jogadores, tudo transcorria normalmente até que, aos 39 min, Marcelinho sofreu falta de Jadílson e, de acordo com Samir Yarak, teria sido agredido por Marcão e revidado (imagens da televisão mostraram claramente que não houve agressão mútua). Resultado: cartão vermelho para os dois e revolta de ambos os lados.

Com a partida reiniciada, Léo Lima derrubou Alex Oliveira na beira do campo. Descontrolado, o técnico Antônio Lopes pegou a bola e a jogou de encontro ao meia tricolor. Do outro lado, Renato Gaúcho correu para reclamar com Lopes, assim como Djair, com o dedo em riste.

A partir daí, jogadores, inclusive os reservas, dirigentes e membros da comissão técnica dos dois clubes se envolveram numa confusão que paralisou o jogo durante 13 minutos e culminou com a expulsão de Antônio Lopes. O treinador vascaíno, inexplicavelmente transtornado, agrediu pelas costas o preparador físico do Fluminense, Helvécio Pessoa. Houve o revide e Lopes perdeu os óculos.

No início do segundo tempo o Vasco sofreu mais uma baixa. Após a expulsão de Marcelinho, Marques, contundido, deu lugar a Cadu. As duas primeiras chances claras de gol, no entanto, foram do time cruzmaltino. Aos 7 min, Russo entrou livre pela direita e, de cabeça baixa, chutou para fora, de bico. No lance seguinte, Léo Lima entrou na área e, cara a cara com Kléber, tentou um toque de categoria e desperdiçou o gol que praticamente daria o título ao Vasco.

Valente, o Fluminense seguia em busca dos gols que dariam ao clube o bicampeonato. Aos 9 min, Jadílson entrou pela esquerda e cruzou rasteiro. Atento, o goleiro F