Vagas em aviões e hotéis são reservadas para ocupantes de navio no Índico

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Publicado quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012 as 13:30, por: cdb
Costa Allegra
A operadora Costa Cruzeiro é a mesma do navio Costa Concordia, que naufragou na costa italiana em janeiro, provocando a morte de 32 pessoas

Cerca de 600 assentos em aviões e 400 quartos de hotel foram reservados para os passageiros e tripulantes do navio Costa Allegra, que estava à deriva no Oceano Índico e deve chegar nesta quinta-feira ao porto de Mahé, nas Ilhas Seicheles, informou nesta quarta-feira a empresa que opera a embarcação.

Segundo um comunicado divulgado pela companhia Costa Cruzeiros, as condições dentro do navio são “regulares” e o tempo na região é bom. “Há refrescos e comidas como frutas, queijo e frios à disposição. Água mineral também vem sendo fornecida. Pão fresco foi entregue por um helicóptero”, diz o comunicado.

Também estão sendo enviados ao local equipes de assistência, informa a Costa Cruzeiros. O Costa Allegra deve chegar a Mahé na manhã desta quinta-feira, após quase dois dias sendo rebocado. O navio ficou à deriva depois que um incêndio no gerador, ocorrido nessa segunda-feira, provocou a perda total de energia a bordo.

A Costa Cruzeiros é a mesma operadora do navio Costa Concordia, que naufragou na costa italiana em janeiro, provocando a morte de 32 pessoas.

Brasileiros a bordo
A embaixada do Brasil na Tanzânia confirmou à BBC Brasil a presença dos dois brasileiros a bordo, que também devem desembarcar nesta quinta-feira. O Itamaraty ainda não autorizou a divulgação de seus nomes.

Mais cedo, a embaixada havia afirmado não ter informações precisas sobre como ocorrerá o desembarque em Mahé, assim como as condições de hospedagem e a possibilidade de voos, uma vez que o carnaval na ilha começa nesta sexta-feira. Segundo a correspondente da BBC em Seicheles Katy Watson, os passageiros estão no convés da embarcação, onde é mais fresco, já que o ar-condicionado não funciona nas cabines.

O navio está em um local considerado perigoso, devido à atuação de piratas somalis. Um avião do governo de Seicheles também estaria realizando sobrevoos de patrulha aérea. O navio conta com nove guardas armados a bordo, enquanto outros seguranças estariam na traineira francesa que reboca o navio. Os piratas da região nunca atacaram um navio de cruzeiro.