Urbel prevê entrega dos residenciais Santa Rosa I e II até maio

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012 as 15:15, por: cdb

O sonho da casa própria está cada dia mais próximo para 106 famílias de baixa renda de várias regiões da cidade. Isto se deve à previsão da entrega, até o mês de maio, dos conjuntos residenciais Santa Rosa I e II, no bairro São Francisco, região da Pampulha. De acordo com o engenheiro Dirceu Sasdelli Perez, da diretoria de Obras da Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel), as obras estão na reta final. “Estamos apenas aguardando a Copasa fazer o reforço da rede d’água da região para regularizar o abastecimento e o conjunto poder ser entregue. O órgão prometeu iniciar este serviço em 13 de fevereiro e concluí-lo em 45 dias”, informou.

Os dois residenciais estão sendo construídos com recursos de R$ 4 milhões oriundos do programa Crédito Solidário, do governo federal. O terreno de 4.724 metros quadrados foi doado pela Prefeitura e a área construída de cada apartamento varia de 45,8 a 48,8 metros quadrados. Distribuídos em blocos de quatro e cinco andares, as unidades possuem dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço, além de contar com hidrômetros individualizados, estacionamento com piso intertravado e gramados. Sasdelli disse que o projeto levou em conta a nova legislação que assegura a acessibilidade aos portadores de necessidades especiais.

As 106 famílias beneficiadas integram, obrigatoriamente, um dos 184 Núcleos de Sem Casa, organizados no município. Segundo a chefe da Divisão Social da Diretoria de Habitação da Urbel, Juliana Santos Ribeiro, cada núcleo tem autonomia sobre a forma de indicação dos contemplados. “Alguns usam o critério do tempo de participação, enquanto outros realizam sorteio”, explicou. A Caixa Econômica Federal também analisa a capacidade de crédito das famílias para averiguar se atendem os critérios do Crédito Solidário. Os residenciais Santa Rosa I e II fazem parte do Orçamento Participativo da Habitação e as famílias beneficiadas são das regiões Nordeste, Noroeste, Pampulha, Barreiro e Venda Nova.

Realização

A agente comunitária de saúde, Marilene Bispo Pereira, de 59 anos, não vê a hora de mudar para o residencial Santa Rosa. Com o marido, dois filhos e um neto, há 28 anos mora de favor num barracão no lote da mãe, no bairro Palmares, região Nordeste da capital. “Mudar para o apartamento é meu maior sonho, vai evitar a gente ouvir certas coisas”, contou. A batalha pela casa própria vem de longe. Há 12 anos participa das reuniões da Associação dos Moradores de Aluguel do bairro Santa Cruz. Assim que mudar, Marilene pretende colocar piso de cerâmica no apartamento. “Depois vou pensar nos móveis”, planeja. O residencial fica a apenas 400 metros da avenida Antônio Carlos e conta com comércio, supermercado e universidade próxima, além de mais opções de ônibus.

Outro exemplo de satisfação é o de Edna de Castro Martins, de 59 anos. Ela sempre viveu no bairro Cachoeirinha, onde aluga um barracão por R$ 400, com um quarto, copa que serve de sala e quarto para o filho, além de cozinha e banheiros bem pequenos. “Estamos igual sardinha na lata. O imóvel foi vendido há um ano e o novo dono está pedindo pra gente sair, senão vai aumentar o aluguel. Não vejo a hora de ir para o apartamento”, disse. Edna entrou para o movimento pela moradia há nove anos e tem planos para o novo lar: por cerâmica no piso e azulejo na cozinha e banheiro. “Vou pagar condomínio e prestação do que é meu”, comemora.