UPA de Samambaia em pleno funcionamento

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Publicado segunda-feira, 26 de março de 2012 as 13:45, por: cdb

Unidade de Pronto Atendimento (UPA) realizou aproximadamente 1,8 mil atendimentos em apenas sete dias após reabertura. Equipe de 28 médicos trata dos casos de emergência na área clínica e pediátrica

Cinara Lima, da Agência Brasília

Uma semana após ser reaberta, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia funciona a todo vapor. Em sete dias, a equipe composta por 28 médicos atendeu aproximadamente 1,8 mil pessoas. O trabalho foi elogiado pelos pacientes que procuraram a unidade.
 
“Estava com muita dor de cabeça, vômito e mal-estar e resolvi vir para cá. Estou sendo medicada e achei o atendimento nota dez”, elogiou a professora Kueli da Silva, 27 anos, moradora de Ceilândia.
 
A dona de casa Francineide Rocha, 33 anos, também saiu da UPA reestabelecida. “Recebi um atendimento muito bom. O médico me examinou, fiz um exame no laboratório daqui, fui medicada e já estou voltando para casa”, contou a paciente.
 
De acordo com a coordenadora da UPA Samambaia, Olga de Oliveira, a unidade é um pronto-atendimento aos pacientes em que a doença começou, no máximo, há três dias. É a doença inesperada que surge com um quadro de febre, diarreia, vômito, cansaço, asma, infarto ou casos de emergência.
 
A unidade funciona 24 horas e mantém uma escala de quatro médicos por turno. Em cada um dos três períodos, dois pediatras integram o quadro de médicos. Na sala de espera, os pacientes são classificados de acordo com a gravidade do caso. Uma triagem feita pelos profissionais realiza a classificação de risco. A divisão é feita por meio de quatro cores.
 
A vermelha indica a necessidade de atendimento imediato, pois há risco de morte para o usuário. A cor amarela demonstra a necessidade de atendimento prioritário. A cor verde aponta que o caso é menos grave – o usuário será atendido, mas seu caso não é prioritário. Já a cor azul indica que não há gravidade – o usuário será atendido de acordo com o horário de chegada ou poderá ser encaminhado para outra Unidade de Saúde de referência com garantia de acesso.
 
A coordenadora da UPA Samambaia destaca que os equipamentos da unidade são de última geração. Na sala vermelha, por exemplo, onde são recebidos os pacientes graves, tanto da pediatria quanto da clínica, há cinco leitos com respiradores, desfibriladores, monitores e oxímetros.
 
“A sala vermelha é como se fosse uma UTI, só que o paciente não pode ficar internado por mais de 24 horas. Se não tivermos disponível, no momento, uma ambulância avançada do Samu, utilizamos a ambulância do Samu 24 horas com dois auxiliares e o condutor. Se o paciente está em estado grave e precisa ser transportado, um dos médicos sai e acompanha o deslocamento do paciente a seu destino”, informa Olga de Oliveira.
 
Na UPA há ainda duas salas amarelas: uma da clínica e outra da pediatria. A primeira conta com nove leitos de observação e continuação de tratamento. O local atende a pacientes que necessitam tomar medicação. Caso seja necessário, o profissional faz o encaminhamento para o Hospital Regional de Samambaia (HRS), o Hospital Regional de Taguatinga (HRT) ou para o Hospital de Base, de acordo com a patologia.
 
Já a sala amarela da pediatria possui sete leitos e, se houver necessidade de internação por mais dias, é feito automaticamente o encaminhamento para o Hran. Quando o caso é cirúrgico o paciente segue para o Hospital Regional da Asa Sul (Hras).
 
A unidade conta ainda com laboratório, central de gases de ar comprimido e um setor de odontologia para atendimentos de emergência.
 
Samambaia – Além do Hospital Regional e da UPA, Samambaia possui ainda quatro Centros de Saúde e uma Unidade Básica de Saúde (UBS). A coordenadora da UPA relata que é raro chegar uma criança com risco de morte na Unidade.
 
“Temos um ótimo atendimento na pediatria dos Centros de Saúde. O acompanhamento é muito bem feito e por isso poucos casos graves de crianças chegam por aqui. Em geral são casos de diarreia e vômito por intoxicação alimentar na creche, amidalites ou doenças corriqueiras”, detalhou a médica.