Unilateralismo predominaria se OMC não existisse, diz Amorim

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Publicado quinta-feira, 27 de janeiro de 2005 as 20:39, por: cdb

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje que vale a pena comemorar o décimo aniversário da Organização Mundial do Comércio (OMC), pois “não tê-la seria o reino do unilateralismo”. O tema “O décimo aniversário da OMC deve ser celebrado?” foi discutido hoje, no Fórum Econômico Mundial, pelo ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan. Amorim não participou do evento, mas, questionado pela imprensa sobre o tema, deu sua opinião.

Amorim evitou comentar a candidatura do brasileiro Luiz Felipe Seixas Correia à presidência da OMC, mas destacou que o Brasil sugeriu o nome do embaixador porque acha que o país pode desempenhar um papel importante frente à organização, sobretudo para a finalização da Rodada de Doha. A escolha do novo presidente da OMC será em março.

O ministro acrescentou que o G 20 (grupo dos 20 países em desenvolvimento) está ajudando a corrigir os problemas da Organização Mundial do Comércio, que, segundo ele, “não são de estrutura, mas de déficit de desenvolvimento”. No sábado, Amorim vai se reunir com representantes dos países membros do G 20 em Davos para discutir o subsídio agrícola e a Rodada de Doha.

Também no sábado, Amorim participará de uma reunião “miniministerial” com representantes de muitos países para discutir o futuro da OMC.

Em Davos, Amorim também vai se encontrar com o representante comercial dos Estados Unidos, Roberto Zoelick. Na agenda, assuntos ligados à OMC e à Área de Livre Comércio das Américas (Alca). “Continuamos interessados na Alca, porque continuamos interessados no mercado dos EUA.

O acordo com a União Européia também será discutido em Davos. Amanhã, Amorim e o presidente Lula almoçam com o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, para falar sobre assunto.