Única saída: reescalonar dívidas e crescer

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Publicado quinta-feira, 24 de março de 2011 as 08:05, por: cdb

Providências drásticas à parte, a situação na Europa (vejam o Destaque A incerta caminhada do velho continente em meio à crise econômica no alto do blog) não melhora em nada, só se agrava. O déficit continua crescendo e o desemprego atinge níveis insuportáveis.

Cai a arrecadação – ao contrário do Brasil, que cresce mês a mês – e aumentam os juros da dívida, anulando todo o esforço fiscal. Evidencia-se, assim, que a Europa vive uma situação que realmente só pode ter uma saída com o reescalonamento das dívidas de seu países e políticas de crescimento econômica.

A solução nunca virá via atual política econômica suicida imposta pela Alemanha – que salvou seus bancos – e pela Françaa. O quadro econômico é tão atípico que a Grã-Bretanha teve zero de crescimento e está com 5% de inflação.

Continente caminha para baixo crescimento com inflação

Assim, a Europa caminha para um baixo crescimento com inflação e países em bancarrota, alto desemprego e sinais claros de que chegou ao limite. Teremos lá grandes manifestações de protesto e greves na primavera que se inicia.

Tudo indica, também, que praticamente todos os governos perderão as eleições – começando pelo de Portugal, agora.

Como vemos, algo de muito errado está acontecendo com a Europa e as saídas que o velho continente está buscando para a crise que não passa e que, apesar dos fatores internos, é conseqüência, principalmente, da grande turbulência econômica desencadeada desde 2008 nos Estados Unidos.

Os Estados Unidos, por sua vez, não estão nem aí para a Europa, apesar do apoio que esta acaba de dar a seus objetivos estratégicos no Magreb (região dos países com populações rebeladas há mais de dois meses no Norte da África) e no Oriente Médio.