UNIÃO EUROPEIA MANIFESTA PREOCUPAÇÃO POR DESTITUIÇÃO DE LUGO

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Publicado sábado, 23 de junho de 2012 as 13:16, por: cdb

BRUXELAS, 23 JUN (ANSA) – A Alta Representante da União Europeia (UE) para Assuntos Exteriores, Catherine Ashton, disse hoje que acompanha com “preocupação” os acontecimentos no Paraguai, depois da destituição do presidente Fernando Lugo.
   
Ela também manifestou seu apoio ao povo paraguaio e anunciou que vai entrar em contato com “todas as partes para o respeito da democracia”.
   
Um comunicado oficial emitido pelo bloco apontou que “Catherine Ashton tomou conhecimento da rápida reação da União das Nações do Sul (Unasul) e suas preocupações em relação à condução do processo”, referindo-se ao julgamento político que aconteceu em menos de 48 horas.
   
O informe acrescentou que a representante “também acompanhou as discussões de ontem na Organização de Estados Americanos (OEA) e celebrou sua decisão de enviar uma missão ao Paraguai para acompanhar a situação”.
   
O comunicado informou, além disso, que a UE “manterá estreito contato com os líderes regionais” sobre a crise política em Assunção.
   
Hoje, também Cuba condenou “energicamente” o ocorrido no Paraguai e o governo expressou que a destituição de Lugo faz parte dos “atentados das oligarquias” na região.
   
O governo de Raúl Castro denunciou que depois de “décadas de sangrentas ditaduras militares que assassinaram milhares de pessoas” na América Latina essa “estratégia violenta e antidemocrática [os golpes] tem sido retomada”.
   
Também o governo de El Salvador afirmou hoje que o que aconteceu “se choca com os instrumentos internacionais como a Carta Democrática da Organização de Estados Americanos (OEA) e a Carta Interamericana de Direitos Humanos”.
   
Outros países como Chile, Peru, Brasil, Equador, Argentina, Uruguai, Costa Rica, Venezuela e México já tinham manifestado preocupação e desagrado pelo processo sofrido por Lugo. Alguns deles chegaram, inclusive, a anunciar que não vai reconhecer o novo governo até que uma nova eleição seja convocada. (ANSA)