Um novo diário para o Brasil

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Publicado segunda-feira, 30 de julho de 2001 as 20:20, por: cdb

A iniciativa de fundarmos o Correio do Brasil esteve adormecida durante vários anos. Neste sono profundo, induzido por tantas crises econômicas, permaneceu intacto o sonho de um jornal livre, sem qualquer tipo de amarra política ou ideológica. Uma publicação capaz de integrar todos os estados desta imensa federação, transitar com seriedade por entre etnias, credos e matizes políticos com o único compromisso de buscar a verdade, esta mesma que os sofistas odeiam e preferem acreditar que simplesmente não existe.

Nós, do Correio do Brasil, acreditamos que a verdade é irrefutável e que diante dos fatos não há argumentos. Sabemos que haverá barreiras de sobra para deter uma iniciativa independente como esta, que em momento algum conta com o apoio de grupos econômicos ou facções desta ou daquela legenda partidária. O Correio do Brasil é editado com o único objetivo de informar os seus leitores com a isenção que desejam, há muito tempo, diante do quadro de iniqüidade com que os profissionais da Imprensa têm sido obrigados a conviver nas redações do país afora. Sempre há um dono de jornal que tem interesse em dizer bem daquele vereador, prefeito, governador, deputado, senador, presidente da República ou empresários dos mais diferentes ramos de atividade. Geralmente quando a encomenda é para falar bem, é o público que paga a conta, seja nas benesses de todo tipo ou favorecimentos que, no final, enganam o leitor, fazem-no pensar que a realidade é uma coisa quando, na verdade, é outra bem distinta.

A nossa independência começa na redação do Correio do Brasil. Esta difere das demais logo de saída, por não ter uma sede física, mas senhas distribuídas aos seus editores, que atualizam as páginas de onde estiverem, contando apenas com um computador comum ou portátil, ligado a uma linha telefônica qualquer, seja analógica, digital ou celular. E o fazem diretamente, sem passar por qualquer filtro de censura ou recomendação de quem quer que seja, exceto a consciência de cada um. Por ser virtual, é intocável. Por ser intocável, é livre. Por ser livre, é responsável. Este é o jornalismo que se pratica no Correio do Brasil, pois somente poderá haver liberdade com respeito, isenção e consciência de que se pratica, neste diário, o jornalismo ético e independente do qual o país tanto carece, desde que a ditadura militar jogou uma pá de cal sobre o Correio da Manhã, diário carioca ao qual, neste momento, rendemos nossas saudosas homenagens.

O Correio do Brasil passa a chegar, diariamente, às caixas postais de milhares de leitores cadastrados, outros milhares indicados por amigos, na velocidade que os modernos meios disponíveis na Internet agilizam, sempre levando a notícia relevante acima de tudo, acima principalmente do interesse dos poderosos. No Correio do Brasil, quem fala mais alto é o leitor. E nossos leitores são, antes de tudo, parceiros do jornal, pois o meio por onde chega esta gama de informações é o mais interativo já concebido pela humanidade: a rede mundial de computadores. Nesta rede não há mão única. É uma via de mão dupla que serve, nos dois sentidos, à liberdade de expressão. Em alta velocidade.

Iniciamos hoje, de fato, mas de direito desde a primeira hora deste milênio, uma jornada sem trégua contra os malefícios causados a esta nação por uma ditadura de duas décadas. São muitos: As cadeias abarrotadas, o povo passando fome, a classe média encarcerada e temerosa por sua vida, em risco por causa de alguns tostões, enquanto ratos como os poucos engaiolados e os tantos ainda livres amealham fortunas com o dinheiro público. As obras de fachada e que nunca terminam. A descrédito total das pessoas nas instituições fundamentais para a democracia. O fim da palavra na ponta de um fio de bigode. A violência dos governos contra o povo para o qual deveria governar.

Há muito a ser feito e o Correio do Brasil chega em boa hora.

É tempo de o País acordar para a sua missão, de ser justo para com os seus, de fazer valer o seu direit