Um espetacular aumento na receita, mas indústria ainda preocupa

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Publicado quarta-feira, 28 de março de 2012 as 13:05, por: cdb

Nem tudo são flores nesse espetacular aumento da arrecadação federal registrado em fevereiro pp. . Apesar daampliação do consumo, da massa salarial e do desempenho das empresas ajudarem no crescimento da arrecadação, houve quedas graves em segmentos fundamentais da economia.

Os principais deles, em queda em fevereiro foram: os setores de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-43,43% na arrecadação); de metalurgia (-27,89%); de produtos químicos (-23,35%); e de fabricação de produtos minerais não metálicos (-9,84%).

São dados – e quedas – preocupantes. Tudo indica que a questão da indústria é a chave para este e para os próximos anos. Não dá mais para esconder que a situação é grave. Por isso as medidas do governo, semanais ou quase diárias, eu diria, voltadas para a superação da crise.

Com a palavra o Banco Central. Ainda

Mas, as principais, ainda dependem do Banco Central (BC): uma taxa Selic ainda menor para se aproximar da internacional; a expulsão do capital especulativo; e medidas para trazer o câmbio para um nível compatível com a guerra comercial e cambial em nível mundial.

No geral, a arrecadação federal de impostos bateu um novo recorde, ao totalizar R$ 71,902 bi, em fevereiro. Quantia, em grande parte, como destaca a própria Receita Federal (RF), resultante do pagamento de empresas do setor financeiro do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição social sobre Lucro Líquido (CSLL) relativo ao ajuste anual que apura os lucros das empresas em 2011.

O aumento na arrecadação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), de 5,23% também contribuiu para ampliar a receita da União. Mas, como frisei, o que chama atenção, para além desses crescimentos, é a queda de alguns setores industriais.

Aumento da alíquota do IOF contribuiu para ampliação de receita

O aumento da alíquota do IOF nas operações de crédito para pessoas físicas e nas operações do mercado derivativos também foi significativo. A RF destaca que esse fenômeno ocorreu em função de uma ampliação de 16,59% no volume de operações de crédito. A arrecadação do Imposto de Importação (II), também, cresceu 8,64% em fevereiro na comparação com o mês passado anterior.

Do total desta arrecadação de fevereiro, parcela de R$ 1,098 bi foi paga por bancos. Ao considerar o montante pago por todos os contribuintes, constata-se uma alta de 12,10% no mês passado na comparação com fevereiro de 2011 em termos nominais e de 5,91%, em termos reais.