Tudo igual na Copa do Brasil

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Publicado domingo, 8 de junho de 2003 as 20:40, por: cdb

Ficou tudo igual no primeiro duelo da final da Copa do Brasil, neste domingo, no Maracanã, entre Flamengo e Cruzeiro. Um golaço de Alex, aos 30 minutos do segundo tempo, colocou a Raposa em vantagem, mas Fernando Baiano livrou o Rubro-negro da derrota, no último minuto. No jogo da volta, na noite da próxima quarta-feira, o time mineiro joga por um 0 x 0 para conquistar seu terceiro título da competição.

O Cruzeiro demorou a entrar em campo, retardando o início do jogo em dez minutos, mas foi só soar o apito de Carlos Eugênio Simon para o time mineiro dar as cartas. Mais compacto em campo, a Raposa impedia que o Flamengo saísse para o ataque. Logo aos 2 min, Aristizábal poderia ter feito o gol, mas errou ao completar cruzamento de Márcio da direita. No lance seguinte, o canhoto Alex arriscou com o pé direito e o chute saiu por cima do travessão.

Carente de lances de emoção, a torcida do Flamengo tentava ajudar o time soprando as 15 mil cornetas distribuídas pela diretoria. O barulho, no entanto, não parecia abalar o Cruzeiro, que seguia ditando o ritmo da partida. Mas o excesso de confiança no toque de bola quase custou caro ao time mineiro: aos 10 min, Felipe roubou a bola de Wendell e puxou o contra-ataque. Com Edílson aberto na esquerda e Zé Carlos na direita, o meia prendeu demais a bola e errou o passe.

Antes acuado, o Flamengo começou a sair mais para o jogo, principalmente pelo lado esquerdo, com Athirson. Aos 14 min, o lateral arriscou de fora da área e Gomes defendeu no meio do gol. Seis minutos depois, Felipe, meio desajeitado e com o pé direito, chutou de fora da área e a bola saiu à direita do gol de Gomes.

Apesar do esquema com três zagueiros e dois volantes, o Rubro-negro dava liberdade para Alex organizar as jogadas do Cruzeiro. Aos 31 min, ele recebeu a bola na entrada da área e teve tempo de ajeitar e chutar rasteiro de fora da área. Júlio César defendeu com segurança, porque Aristizábal estava em cima do lance à espera do rebote.

Aos 34 min, o Flamengo respondeu com o zagueiro Fernando, que roubou a bola no meio-campo e partiu em velocidade, como um autêntico atacante. Preocupados com Edílson e Zé Carlos, os jogadores do Cruzeiro foram dando espaço e o ex-capitão rubro-negro arriscou da entrada da área, mas o chute saiu muito alto. Aos 39 min, Edílson criou a melhor oportunidade do Flamengo: o Capetinha desarmou Augusto Recife na saída de bola da Raposa, Zé Carlos puxou a marcação e o atacante ficou de frente para Gomes. O chute, no entanto, saiu em cima do goleiro, que espalmou a córner.

As duas equipes voltaram para o segundo tempo sem alterações. Assim como nos primeiros 45 minutos, o Cruzeiro esteve bem perto do gol logo aos 3 min: Deivid cruzou da direita e Aristizábal pegou de primeira, mas a bola bateu na rede pelo lado de fora. A resposta do Flamengo veio aos 12 min, quando Zé Carlos tentou uma bicicleta, assustando Gomes.

Encolhido, o Rubro-negro parecia estar jogando fora de casa. O Cruzeiro tinha mais a posse de bola, mas criava poucos lances claros de gol. Aos 25 min, a zaga do Flamengo afastou mal e Jardel chutou rente à trave esquerda de Júlio César, que apenas torceu para a bola não entrar.

O castigo para a covardia do Flamengo veio aos 30 min: Deivid entrou livre pela direita e cruzou rasteiro para Alex completar de letra e marcar um golaço. Dois minutos depois, Felipe fez tudo certo avançou pelo meio em velocidade, mas, de frente para o gol, errou no chute e isolou a bola.

Aos 39 min, Felipe cobrou falta da direita e André Gomes cabeceou forte para boa defesa de Gomes. Três minutos depois, Igor soltou uma bomba da entrada da área e o goleiro do Cruzeiro voou para espalmar. No minuto seguinte, Edílson, em impedimento, completou para o fundo da rede. O jogador chegou a comemorar o gol, mas Simon acertou em anular o gol.

O último suspiro do Flamengo veio aos 48 min, quando a bola sobrou para Fernando Baiano dominar na coxa e chutar forte, igualando o placar e incendi