Tucanos já protagonizam 1º escândalo de 2011

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Publicado segunda-feira, 10 de janeiro de 2011 as 10:05, por: cdb

Registro, sem comentários, e à espera das conclusões da Justiça a respeito das investigações do caso: a polícia fez uma operação de busca e apreensão na casa do empresário Paulo César Ribeiro, cunhado do governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB).

O empresário está sendo investigado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP) sob a suspeita de integrar cartel acusado de superfaturar preços da merenda em contratos com prefeituras, inclusive com a de Pindamonhangaba, terra natal dos Alckmin e na qual o governador já foi prefeito.

O inquérito contra o empresário, cunhado do governador Alckmin, é conduzido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do MPE-SP.

E o caso Alstom, ainda sem um desfecho

Também na virada do ano, uma juíza da 13ª Vara da Fazenda paulista determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP), Robson Marinho e de mais 10 pessoas investigadas por suspeita de terem recebido propina da Alstom em troca de contratos com estatais do governo tucano paulista, entre as quais as companhias do Metrô e Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Robson, figura de destaque da nata do tucanato, ex-chefe da Casa Civil da administração Mário Covas, já teve conta bancária secreta que lhe é atribuída bloqueada na Suíça. Ele nega irregularidades e afirma que seu patrimônio é compatível com sua renda.

A Alstom, vocês se lembram, é aquela conhecida multinacional investigada nos últimos dois anos pela Justiça européia – da Suíça e da França – sob a acusação de ter azeitado corrupção pagando desde os anos 90 gordas propinas a políticos do PSDB e a integrantes dos governos tucanos de São Paulo para obter milionários contratos com empresas do Estado, muitos destes vencidos ou renovados ilicitamente.

É investigada na Europa, mas aqui, desde que o escândalo eclodiu há mais de dois anos, os governos tucanos do Estado colocaram uma pedra em cima. Não instauraram nenhuma apuração nas empresas alvo das denúncias, impedem que a Justiça apure o caso e derrubam os pedidos de CPI na Assembléia Legislativa – prática adotada, aliás, em relação a mais de 60 pedidos de investigação de irregularidades nos últimos 16 anos em que governam o Estado.