Tropas brasileiras podem ficar no Haiti depois de 2008

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Publicado segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007 as 21:07, por: cdb

As tropas brasileiras, integrantes da missão de paz das Nações Unidas, podem permanecer no Haiti até o final de 2011. Foi o que afirmou o embaixador Paulo Cordeiro de Andrade Pinto, que representa o Brasil no país caribenho. Segundo ele, o governo haitiano manifestou esse “desejo” e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já se mostrou favorável à idéia.

– Há, sim, possibilidade das tropas continuarem lá a partir de 2008. É provável que isso ocorra -, resumiu.

De acordo com o embaixador, o presidente Lula garantiu que, enquanto a Organização das Nações Unidades (ONU) e o Haiti desejarem, a permanência militar brasileira na capital Porto Príncipe será mantida.

– “Isso não quer dizer que manteremos a mesma configuração atual. Pode haver uma retirada paulatina, dependendo da evolução do terreno -, completou Cordeiro de Andrade.

Segundo o mebaixador, que já foi assessor brasileiro no Conselho de Segurança das Nações Unidas, o presidente haitiano, René Préval, eleito democraticamente em fevereiro do ano passado, já manifestou interesse de que as tropas da ONU permaneçam no país até o final do seu governo, em 2011.

As tropas da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) estão no Haiti desde 2004, quando foi deposto o presidente Jean-Bertrand Aristide. O Brasil lidera essa força internacional, que conta com um contingente internacional de cerca de sete mil militares. São 1.200 homens do Exército brasileiro – um batalhão de infantaria e uma companhia de engenharia. Este grupo pode ter o reforço de mais 50 homens – o governo já pediu autorização ao Congresso Nacional, por solicitação da ONU, numa tentativa melhorar a infraestrutura daquele país.

O Brasil, agora em fevereiro, vai defender junto ao Conselho de Segurança da ONU, a extensão dos trabalhos da Minustah até fevereiro de 2008. O atual mandato expira no próximo dia 15, e perto dessa data deve ocorrer a reunião para avaliar a renovação – por imposição da China, membro permanente do Conselho, as renovações são feitas de seis em seis meses.

– Ficar por um ano, facilita o nosso planejamento no país -, defende Cordeiro de Andrade.