Traficante é considerado culpado e é condenado a 444 anos de prisão

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Publicado terça-feira, 7 de novembro de 2006 as 11:51, por: cdb

Foi condenado no início da madrugada desta terça-feira, pelo 2º Tribunal do Júri do Rio, a 444 anos e 6 meses de prisão, o traficante Anderson Gonçalves dos Santos, conhecido como Lorde. Ele é apontado como o mandante do incêndio a um ônibus da linha 350 (Passeio-Irajá), em Brás de Pina, zona norte do Rio, em novembro de 2005. 

O traficante foi considerado culpado pela morte de cinco pessoas, incluindo um bebê de um ano, e pela tentativa de assassinato de outras 16. O julgamento começou ao meio-dia e 10 minutos desta segunda-feira e durou mais de 12 horas.

O julgamento de Sheila Messias Nogueira, namorada de Anderson, acusada de ter feito sinal para o ônibus parar, deveria ter ocorrido simultaneamente, mas foi novamente adiado por causa de uma discordância entre Ministério Público e Defensoria Pública da ré a respeito de um dos jurados. O julgamento de Sheila será dia 4 de dezembro.

Devido à demora da chegada da ré Sheila e da testemunha Vera Lúcia Pimenta o julgamento de Anderson atrasou no início. Durante o julgamento, os advogados de Lorde insistiram na tese da inocência e pediram a condenação por lesão corporal, crime considerado leve. Porém o promotor Riscalla Abdenur afirmou que não restava dúvidas de que o réu planejou o crime para vingar a morte do traficante Ciborgue, em confronto com a Polícia Militar.

– As vítimas foram barbaramente assassinadas sob o comando do acusado e só foram dentificadas pelo DNA, disse Riscalla, ao ler trechos do depoimento da companheira de Lorde, Brenda Lizer, em que ela declarara que a ação foi planejada em represália à morte de Ciborgue.

O promotor ainda destacou trecho do depoimento do motorista do ônibus que teria sido arrancado do coletivo por dois homens que não permitiram que ele abrisse a porta traseira, impedindo que os passageiros saíssem. O promotor lembrou que, em casos semelhantes, os passageiros puderam desembarcar, o que não ocorreu no caso do ônibus 350