Torben Grael diz que é preciso reforçar a tripulação do Brasil 1

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Publicado quarta-feira, 21 de dezembro de 2005 as 11:26, por: cdb

O bicampeão olímpico brasileiro Torben Grael, comandante do Brasil 1, segundo colocado na classificação geral da Volvo Ocean Race – Regata de Volta ao Mundo – ao fim da primeira etapa, afirmou que a dureza da etapa inicial lhes ensinou que precisam “reforçar ao máximo a tripulação e o barco”.

“Recebemos uma lição que não se pode ignorar, custe o que custar”, acrescentou.

Diante do início da segunda etapa entre a Cidade do Cabo e Melbourne, a equipe de terra do Brasil 1 trabalhou para reforçar o barco e poder suportar os constantes golpes de mar.

Além disso, foi reforçada a tripulação com a substituição da navegadora australiana Adrienne Cahalan pelo veterano holandês Marcel Van Triest e o timoneiro norueguês Knut Frostad substituindo Horacio Carabelli. Com isto se acrescenta uma valiosa experiência e mais potência física perante a importante etapa pelo Oceano Sul.

Grael explicou que quando Marcelo Ferreira adoeceu durante a primeira etapa tiveram que variar o sistema de guardas “e isto colocou mais pressão nos outros membros da equipe”.

“Em algumas manobras que realizamos nós tivemos problemas na execução”, disse.

“Por isto, no final da etapa começamos a pensar em um navegador que pudesse contribuir para as manobras pesadas caso necessário.

Acho que é o melhor que podíamos fazer”, acrescentou o comandante do Brasil 1.

Apenas um ponto atrás do líder, o ABN Amro 1, de Mike Sanderson, e empatado com o Ericcson, Grael acredita que sua equipe está em condições de atacar a liderança na segunda etapa.

Especialista em regatas olímpicas e costeiras, será a primeira vez que Grael disputará uma prova no Oceano Sul. Ainda assim afirma que espera “com impaciência este desafio”.

“O melhor de tudo serão as velocidades que os navios alcançam nessas águas. A dificuldade serão as baixas temperaturas e o risco de avarias ou que algum tripulante adoeça. Uma grande parte da equipe nunca competiu nessas águas e isto será muito duro para todos”, comentou.

Neste momento, a equipe está preparada para a regata costeira do dia 26, que será disputada com um percurso em triângulo de 30 a 40 milhas náuticas (54 a 70 Km) entre a ilha de Robben e o porto da Cidade do Cabo, e está fechando a contratação de uma navegador local especialista que possa dar-lhes conselhos sobre o tempo, as marés e outros perigos na região.

O comandante brasileiro afirmou que “há muitos pontos em jogo em uma regata muito curta e as condições locais são sempre difíceis”, mas confiam em repetir o êxito que tiveram na costeira de Sanxenxo, onde ficaram em segundo”.